<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-38492753</id><updated>2012-01-26T17:24:07.004-02:00</updated><title type='text'>O Cemitério dos Vivos</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Barrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895479943056846099</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>54</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38492753.post-8932371863787941334</id><published>2012-01-26T15:35:00.007-02:00</published><updated>2012-01-26T17:24:07.011-02:00</updated><title type='text'>dos consolos ao amor</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;eu já namorei um cilíndro de armazenar temperos. durante anos ele foi meu único amor. nos amávamos loucamente e éramos felizes, até. ele sempre me pedia para usar camisinha, pois temia pela minha segurança. mas durante uma de nossas crises aconteceu algo que fez meu chão desabar. cheguei em casa e tirei ele da mesmice. fizemos amor selvagem. gozamos muito. acendi um cigarro e após a primeira tragada ele me disse que iria embora. engasguei. em seguida lhe disse que estava louco. ele respondeu que estava cansado. que não aguentava mais e que queria seguir com uns músicos que conhecera. juntou um punhado de arroz, colocou dentro de si e fechou-se. disse que iria ser percussionista e que viajaria com seu grupo de amigos hippies. não pude nem fazer parte daquela decisão. ela já estava tomada. me afundei em uma profunda tristeza e após isso só encontrei sexo fortuito, mas nada me fazia sentir bem. depois de passar por essa barra, namorei uma cenoura suicida. um dia quando cheguei em casa ela havia se refogado e levado consigo um punhado de cebola e brócolis. eu a comi com ódio! teve também uma chave de fenda orgulhosa, que me deixou quando um bombeiro veio fazer um serviço na pia da cozinha. hoje, após tantas desilusões, estou casado com um plug de silicone. às vezes ele me faz umas surpresas, me esperando no banheiro com presentes e declarações. a gente até já fez algumas trocas de casais e nos sentimos muito realizados com nossa relação. conversamos todas as noites sobre nossos desejos e sonhos e buscamos realizá-los juntos. acho que encontrei o amor verdadeiro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38492753-8932371863787941334?l=notasdeumloucosafado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/feeds/8932371863787941334/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38492753&amp;postID=8932371863787941334' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/8932371863787941334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/8932371863787941334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/2012/01/dos-consolos-ao-amor.html' title='dos consolos ao amor'/><author><name>Barrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895479943056846099</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38492753.post-2099037720616726144</id><published>2011-12-23T19:09:00.006-02:00</published><updated>2011-12-24T18:58:02.816-02:00</updated><title type='text'>"e se a humanidade perecer um dia sob os efeitos de bombas de hidrogênio, recuso-me a chamar isso de tragédia. chamo de imbecilidade."</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;não  há nada de inevitável no problema da fome mundial, nas mortes em  acidentes de trânsito, nas mortes e perdas materiais causadas pelas  enchentes, na violência policial, no descaso com os sistemas escolares  de ensino, nas cracolândias, nas câmeras de vigilância urbana, nas  catracas nossas de cada dia, no transporte coletivo sucateado, no  elevado preço dos alimentos, na coisificação e escravização dos animais  humanos e não-humanos, no consumismo, nas fronteiras agrícolas e suas  devastações de fauna e flora, na "mineiridade", nessa famigerada  "condição humana". trata-se unica e puramente de imbecilidade...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38492753-2099037720616726144?l=notasdeumloucosafado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/feeds/2099037720616726144/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38492753&amp;postID=2099037720616726144' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/2099037720616726144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/2099037720616726144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/2011/12/e-se-humanidade-perecer-um-dia-sob-os.html' title='&quot;e se a humanidade perecer um dia sob os efeitos de bombas de hidrogênio, recuso-me a chamar isso de tragédia. chamo de imbecilidade.&quot;'/><author><name>Barrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895479943056846099</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38492753.post-3889290861815913856</id><published>2011-10-03T16:33:00.002-03:00</published><updated>2011-10-03T16:57:11.510-03:00</updated><title type='text'>de aparições e esperanças</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;muitas profecias já circulavam a seu respeito. diziam que não mais  iria voltar. alguns reafirmavam velhas histórias sobre suas diversas formas e muitos  já estavam desacreditados. mesmo assim, boatos sobre sua  aparição circulavam em diversos meios sociais. alguns ficavam de vigília  para ver sua chegada, só que ninguém podia comprovar nada. muitos vezes o que se podia ver eram cinzas espalhadas no ar, que circulavam com muita dificuldade. mas numa  madrugada quente, quando corpos suavam e rolavam entre os lençóis, alguma coisa irrompeu no céu. mal o relógio marcava 4 horas e de  repente tudo ruiu. o céu desabou em água durante 12 horas e a cidade,  após meses de delírios, se recompôs. o cheiro do asfalto molhado  agora era a conversa de todas as rodas, pois a terra ainda era para  poucos. duas semanas depois, um boato de que a chuva não mais iria parar  circulava entre bares e conversas de trabalho. ninguém mais suportava a falta de ar dentro dos coletivos. de alguma forma, antigas profecias refaziam-se a  seu respeito. e todos ansiavam pela chegada de um horizonte cheio de  esperanças. mas esses sonhos estavam, de alguma forma, inacessíveis. e permaneceriam assim por muito tempo...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38492753-3889290861815913856?l=notasdeumloucosafado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/feeds/3889290861815913856/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38492753&amp;postID=3889290861815913856' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/3889290861815913856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/3889290861815913856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/2011/10/de-aparicoes-e-esperancas.html' title='de aparições e esperanças'/><author><name>Barrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895479943056846099</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38492753.post-9083703129246631741</id><published>2011-09-26T13:47:00.002-03:00</published><updated>2011-09-26T14:06:12.199-03:00</updated><title type='text'>NA POLÍCIA E NAS RUAS</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;26-06-1928&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;BEBIAM PARA ESQUECER AS MÁGOAS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;É a eterna desculpa de sempre...&lt;br /&gt;Um cavalheiro qualquer, porque não acertou na “centena”, não foi feliz em negócios, ou não é correspondido pela dona dos seus cismares, entende de consolar as mágoas em repetidas cálices de parati...&lt;br /&gt;Ontem quando tentavam esquecer as agruras da vida num botequim da Barroca, os nacionais Raymundo Cosme e Maria Lourença, tornaram-se inconvenientes e começaram a ameaçar céus e terra, sendo por isso recolhidos ao xadrez da delegacia do terceiro distrito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;DO SALÃO DE BAILE PARA O XADREZ...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Promover um baile nesta capital não é, como muita gente supõe, uma coisa simples e sem formalidades. É preciso o consentimento da polícia...&lt;br /&gt;Ignorando essa particularidade, alguns moradores da Barroca comemoravam, com uma festança de sucesso, a noite de S. João, quando a polícia invadiu inesperadamente a casa onde se realizava a “função” e prendeu os seus promotores, que pernoitaram na terceira delegacia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;NEM COM UMA FLOR, “SEU” ALFREDO...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A escolha do título é uma das torturas da vida do repórter.&lt;br /&gt;Este “nem com uma flor” é velho, já está grisalho pelo uso de todos os dias...&lt;br /&gt;Porém, para um cavalheiro, pelos menos esse “cliché” constitui novidade.&lt;br /&gt;Trata-se de um Alfredo S. Horta, que além de espancar a Mathilde Soares Ferreira, vive ainda a ameaçá-la de morte.&lt;br /&gt;Mathilde pediu providencias ao dr. Mariano Sales, delegado do terceiro distrito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;AS DOÇURAS DO LAR...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Como seu marido,Joaquim Bruno, além de espancá-la ainda vive a ameaçá-la de morte, Maria Jacinhta foi queixar-se às autoridades do terceiro distrito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;SAIU “À FRANCESA...”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Rosalina Alves, residente na Pedreira Prado Lopes, foi ontem à delegacia do distrito apresentar queixa contra o seu ex-inquilino Octavio de Britto, que não lhe quer pagar alguns meses de aluguel de casa que lhe deve.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38492753-9083703129246631741?l=notasdeumloucosafado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/feeds/9083703129246631741/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38492753&amp;postID=9083703129246631741' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/9083703129246631741'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/9083703129246631741'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/2011/09/na-policia-e-nas-ruas.html' title='NA POLÍCIA E NAS RUAS'/><author><name>Barrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895479943056846099</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38492753.post-1932734882891132353</id><published>2011-07-27T10:43:00.001-03:00</published><updated>2011-07-27T10:43:39.777-03:00</updated><title type='text'>dicertando</title><content type='html'>"a escrita não fala do passado senão para enterrá-lo. ela é um túmulo no  duplo sentido de que, através do mesmo texto, ela honra e elimina."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38492753-1932734882891132353?l=notasdeumloucosafado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/feeds/1932734882891132353/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38492753&amp;postID=1932734882891132353' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/1932734882891132353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/1932734882891132353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/2011/07/dicertando.html' title='dicertando'/><author><name>Barrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895479943056846099</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38492753.post-122279068253254634</id><published>2011-07-26T22:32:00.002-03:00</published><updated>2011-07-26T23:04:31.294-03:00</updated><title type='text'>eu não sei se isso é delírio ou mera vertigem</title><content type='html'>ando dias a fio&lt;br /&gt;pensando em palavras que não me&lt;br /&gt;                   deixam mais&lt;br /&gt;pensar que elas estão junto a mim.&lt;br /&gt;assim, esqueço o que elas querem,&lt;br /&gt;o que elas podem&lt;br /&gt;o que elas jamais vão&lt;br /&gt;significar.&lt;br /&gt;me entrego a um trabalho&lt;br /&gt;ou deito meu olhar na tela branca&lt;br /&gt;observando resquícios do que não é tão torpe quanto o que nos rodeia.&lt;br /&gt;se já não durmo de menos, como antes,&lt;br /&gt;pelo menos passo a noite a imaginar&lt;br /&gt;como seria se fosse da mesma forma,&lt;br /&gt;se o retorno não passasse mais a ser um torno em volta de si mesmo.&lt;br /&gt;ando dias a fio afiando as palavras&lt;br /&gt;para que elas desapareçam&lt;br /&gt;e não me matem como o frio que arranca o último suspiro de animais urbanos&lt;br /&gt;tão humanizados quanto o escarro que escorre da boca de uma criança trabalhando em uma plantação de café.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38492753-122279068253254634?l=notasdeumloucosafado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/feeds/122279068253254634/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38492753&amp;postID=122279068253254634' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/122279068253254634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/122279068253254634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/2011/07/eu-nao-sei-se-isso-e-delirio-ou-mera.html' title='eu não sei se isso é delírio ou mera vertigem'/><author><name>Barrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895479943056846099</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38492753.post-1852144102845262284</id><published>2011-07-04T20:01:00.005-03:00</published><updated>2011-07-04T20:22:06.658-03:00</updated><title type='text'>elegia para Helena</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;sei que andas a me observar. gosto do sentimento que isso me traz. sempre há coisas para se mostrar. mesmo aquilo que não a satisfaz. você aparece calada e eu esqueço dos seus olhos sobre mim. até vejo-me rimando assim, de uma forma desengonçada.&lt;br /&gt;mas quando lembro de teu olhar, arrepio só de pensar, que de tempos em tempos sobre mim ele vai pousar.&lt;br /&gt;oh Helena, siga brilhando entre os exílios da emoção,&lt;br /&gt;enquanto fico a enterrar-me nas fissuras da desrazão.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38492753-1852144102845262284?l=notasdeumloucosafado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/feeds/1852144102845262284/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38492753&amp;postID=1852144102845262284' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/1852144102845262284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/1852144102845262284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/2011/07/elegia-para-helena.html' title='elegia para Helena'/><author><name>Barrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895479943056846099</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38492753.post-391686598715157369</id><published>2011-05-07T17:03:00.006-03:00</published><updated>2011-07-04T19:57:34.645-03:00</updated><title type='text'>tentando encontrar um caminho para a saída</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;e foi assim que ela saiu. sem olhar para trás, sem dizer nada, sem demonstrar que existiria um próximo encontro. afinal, não havia mais nada para dizer. já não fazia diferença nenhuma dizer ou não dizer. era como se já tivesse dito tudo, ao não dizer nada. nem aquele olhar tagarela que ela lançava, nem um discurso verborrágico que seu corpo costumava enunciar. nada. não havia nada para ser dito e nada foi dito. ficamos lá esperando o sereno da noite chegar ou alguma boa desculpa para nos tirar do lugar e para nos mover um pouco. havíamos desistido de qualquer coisa há tempos e as pessoas cansavam-se disso. queríamos ter o direito de desistir. e foi o que fizemos. mas depois ela desistiu de desistir. não havia o que dizer para seguir adiante. o recomeço era algo muito mais doloroso do que a viagem que fizemos para abandonar tudo. mas tudo já havia sido dito sobre isso. o exercício do silêncio nos fez dizer tudo sobre tudo. e talvez isso tenha feito ela desistir de desistir e desejar voltar ao desenrolar cotidiano de sua antiga vida. mas ela já não era a mesma, nem aquela que ainda não queria desistir da sua vida normal, nem aquela que resistiu e abriu outros caminhos para sua vida, desistindo de tudo. ao desistir de desistir, ela lutou contra seu pior inimigo: contra si própria. ela teve de se matar para poder viver outra vez, de outra forma. e foi assim que ela simplesmente saiu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38492753-391686598715157369?l=notasdeumloucosafado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/feeds/391686598715157369/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38492753&amp;postID=391686598715157369' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/391686598715157369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/391686598715157369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/2011/05/tentando-encontra-um-caminho-para-saida.html' title='tentando encontrar um caminho para a saída'/><author><name>Barrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895479943056846099</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38492753.post-3118558347993847074</id><published>2010-12-08T05:48:00.006-02:00</published><updated>2011-07-26T23:08:40.027-03:00</updated><title type='text'>que mundo?</title><content type='html'>cirino acabara de entrar em seu trabalho para fechar o ano. era a última aula que ele iria lecionar. daquelas que todos os estudantes ficam constrangidos diante uns dos outros e do professor, ao realizar-se uma avaliação oral do curso. que, em sua maioria, começa com um rol de elogios seguidos de alguns 'poréns' e fechando com positivos 'mesmo assim...". mas ele não chegou para sua aula. foi atingido por um tiro na cabeça, por um de seus alunos. muitos se perguntaram: 'em que mundo vivemos? como pode?' num tom apocalíptico muito caro em momentos de desespero, como esse. outros tentavam relembrar que, mesmo assim, há aqueles que querem continuar, quem tem esperanças, que seguem fazendo coisas boas. e que cirino iria gostar se déssemos continuidade aos trabalhos iniciados por ele, típica reação de quem não quer ser obrigado a desistir.&lt;br /&gt;mas tereza, sentido seu peito destroçado, simplesmente comentou baixinho que esse mundo é um eterno entrelaçamento entre aquilo que fizeram de nós e aquilo que seguimos a fazer de nós mesmos.&lt;br /&gt;nisso, uma lágrima, que seguiu rasgando tudo que encontrava pelo caminho, escorreu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38492753-3118558347993847074?l=notasdeumloucosafado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/feeds/3118558347993847074/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38492753&amp;postID=3118558347993847074' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/3118558347993847074'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/3118558347993847074'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/2010/12/que-mundo.html' title='que mundo?'/><author><name>Barrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895479943056846099</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38492753.post-5077970076447138159</id><published>2010-12-05T02:45:00.000-02:00</published><updated>2010-12-05T02:46:28.624-02:00</updated><title type='text'>the laughing heart</title><content type='html'>your life is your life&lt;br /&gt;   don’t let it be clubbed into dank submission.&lt;br /&gt;   be on the watch.&lt;br /&gt;   there are ways out.&lt;br /&gt;   there is a light somewhere.&lt;br /&gt;   it may not be much light but&lt;br /&gt;   it beats the darkness.&lt;br /&gt;   be on the watch.&lt;br /&gt;   the gods will offer you chances.&lt;br /&gt;   know them.&lt;br /&gt;   take them.&lt;br /&gt;   you can’t beat death but&lt;br /&gt;   you can beat death in life, sometimes.&lt;br /&gt;   and the more often you learn to do it,&lt;br /&gt;   the more light there will be.&lt;br /&gt;   your life is your life.&lt;br /&gt;   know it while you have it.&lt;br /&gt;   you are marvelous&lt;br /&gt;   the gods wait to delight&lt;br /&gt;   in you.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;C.B.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38492753-5077970076447138159?l=notasdeumloucosafado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/feeds/5077970076447138159/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38492753&amp;postID=5077970076447138159' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/5077970076447138159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/5077970076447138159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/2010/12/laughing-heart.html' title='the laughing heart'/><author><name>Barrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895479943056846099</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38492753.post-6077228281781427749</id><published>2010-11-05T13:44:00.004-02:00</published><updated>2010-11-10T01:05:31.921-02:00</updated><title type='text'>angustias oníricas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;estávamos em viagem. parecíamos andar sem destino fixo. passávamos de cidade em cidade, hospedando-nos em hotéis e casas abandonadas. assim que saímos da última parada senti que faltava algo. mas não sabia o que. havia esquecido minhas coisas num hotel. uma sacola com alguma coisa para vestir, ler e beber. só me dei conta quando chegamos na nossa próxima morada temporária. falei com quem dirigia o ônibus que tinha perdido minhas coisas e ele disse que eu conseguiria encontrar. adentrei prédio adentro e fiz o reconhecimento do ambiente. me acomodei em um quarto. minha mãe estava lá, e mais algumas pessoas. uma televisão estava ligada e as pessoas assistiam a um filme. enquanto isso procurava como um louco. mas não encontrava as coisas. passei a vasculhar todo o prédio, que mais parecia uma construção literária de machado ou azevedo. tava mais para um cortiço, ou cenas do kusturica. ora chão batido, ora terra e cimento. com armários cheios de utensílios e com poucos mantimentos. luzes vermelhas e amarronzadas. entrei num corredor que me conduziu até um aposento escuro. numa das paredes havia uma janela e um caixote que servia de calço para olhar a abertura da janela. era do tamanho de uma cabeça. e dava para uma sala escura, mas com luzes azuis que pareciam se emanar de uma outra televisão.  olhei a televisão e passava um filme. numa das três camas, que estava logo abaixo da pequena janela, estava meu avô, que já havia falecido. ele estava dormindo, mas acordou e ficou ali com um sorriso no rosto. sai a procura de meu tio, que era, na verdade, o motorista do ônibus. ele estava numa cama com uma mulher. pediu para que eu acendesse a luz. relutei. eles insistiram. acendi. expliquei que não encontrava minhas coisas e que tinha deixado na última parada. ligamos para o dono do lugar e ele ficou de guardar para nós. algum dia, quando passássemos de novo pela cidade, pegaríamos tudo. fiquei muito aliviado. acordei querendo tomar um café.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38492753-6077228281781427749?l=notasdeumloucosafado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/feeds/6077228281781427749/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38492753&amp;postID=6077228281781427749' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/6077228281781427749'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/6077228281781427749'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/2010/11/angustias-oniricas.html' title='angustias oníricas'/><author><name>Barrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895479943056846099</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38492753.post-278951049077538954</id><published>2010-10-24T21:52:00.004-02:00</published><updated>2010-11-01T21:52:27.930-02:00</updated><title type='text'>quando escrever é fazer-se...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;quando escrevo não escrevo o que eu sou. por mais profundo que o texto seja ele nunca dá conta da nossa condição de epitélio. (é que a simplicidade é muito mais complexa do que possamos pensar.) na verdade o escrito é que nos dá possibilidades de ser. nos fazemos com ele e nele. depois nos refazemos, pois um texto não consegue lidar inteiramente com almas e corpos - que mais parecem papéis, que podem ser dobrados e desdobrados. quando escrevo não falo de mim. falo comigo. com você, ou você, talvez até mesmo com você. mas nunca de mim, inteiramente. e sim, daquilo que penso ser, que quero ser, inclusive daquilo que quero distância, que quero me desfazer. escrevo para machucar. pois ao mesmo tempo que o texto procura cicatrizar as feridas, outras tantas armas são dadas, nesse e por esse mesmo texto,  para que mais feridas se abram. as criaturas que surgem do ato de escrever sou eu e é o texto. mas é preciso lembrar que ser não é eterno. que ser não é essência. e que escrever é sempre re-criação. sempre uma ação de repetir. repetir para que as  cousas possam se tornar diferentes, como me ensinou uma criança na sua segunda  infância. por isso o que escrevo não sou eu. não escrevo o que sou.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38492753-278951049077538954?l=notasdeumloucosafado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/feeds/278951049077538954/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38492753&amp;postID=278951049077538954' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/278951049077538954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/278951049077538954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/2010/10/quando-escrever-e-fazer-se.html' title='quando escrever é fazer-se...'/><author><name>Barrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895479943056846099</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38492753.post-201391436256780825</id><published>2010-10-24T17:02:00.001-02:00</published><updated>2010-10-24T17:02:32.488-02:00</updated><title type='text'>os esporos se abriram com a amoreira</title><content type='html'>uma amoreira linda&lt;br /&gt;caminhou 719 km&lt;br /&gt;e deu flores aqui,&lt;br /&gt;perto do meu peito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;seu sorriso era contagiante&lt;br /&gt;e seu cheiro se espalhava&lt;br /&gt;por todo meu corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;explodi de tesão e amor.&lt;br /&gt;lancei esporos nos ares&lt;br /&gt;e me infiltrei no solo,&lt;br /&gt;no seu tronco&lt;br /&gt;e na parede do banheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a amoreira cheirosa&lt;br /&gt;continuou sua andança,&lt;br /&gt;deixando rastros de amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e eu me expandi,&lt;br /&gt;ao me fragmentar.&lt;br /&gt;estou aqui,&lt;br /&gt;mas também junto dela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38492753-201391436256780825?l=notasdeumloucosafado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/feeds/201391436256780825/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38492753&amp;postID=201391436256780825' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/201391436256780825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/201391436256780825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/2010/10/os-esporos-se-abriram-com-amoreira.html' title='os esporos se abriram com a amoreira'/><author><name>Barrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895479943056846099</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38492753.post-2386437860805382180</id><published>2010-10-18T23:20:00.007-02:00</published><updated>2010-10-22T01:48:33.928-02:00</updated><title type='text'>de cruzamento dos caminhos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;foram seis anos de olhares cruzados. seis anos de 'olá como vai?'. seis anos de interesses em comum. seis anos errando em diferentes caminhos. seis anos de tensões. seis anos sem se tocarem. e de seis anos de desejos ludibriados, quando os caminhos se cruzaram. uma explosão. um frio na barriga. uma combinação entre peles e cabelos. uma falta de sangue no pênis. um turbilhão de dedos nos corpos. um excesso de sangue no pênis. um emaranhado de línguas e suores. um tempo de orgasmos. sem sacralização. sem pressão. com carinho. com tesão. e nada mais.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38492753-2386437860805382180?l=notasdeumloucosafado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/feeds/2386437860805382180/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38492753&amp;postID=2386437860805382180' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/2386437860805382180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/2386437860805382180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/2010/10/de-cruzamento-dos-caminhos.html' title='de cruzamento dos caminhos'/><author><name>Barrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895479943056846099</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38492753.post-4116775308887729896</id><published>2010-10-17T23:10:00.004-02:00</published><updated>2010-10-17T23:59:27.353-02:00</updated><title type='text'>de desvios dos devires</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;aconteceu que quase tudo desacontecia, e de tanta coisa que podia ser mas não era, muito desaconteceu durante sua acontecência, era mais desacontecimentos que acontecimentos, e então passou a viver um pouco de cada desacontecimento de que tomava nota, desfizera-se em meio aos conflitos de outrora, desacontecendo-se, e passara a acontecer de outra forma, sentiu, subitamente, saudade de seus antigos acontecimentos e tentou retornar, mas perdera toda referência no meio dos caminhos, e já vagava sem memória alguma daquilo que já tinha acontecido e daquilo que tinha desacontecido, se acostumou a viver o que estava acontecendo e tentava fazer acontecer aquilo que sonhava para suas novas aventuras.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38492753-4116775308887729896?l=notasdeumloucosafado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/feeds/4116775308887729896/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38492753&amp;postID=4116775308887729896' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/4116775308887729896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/4116775308887729896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/2010/10/de-desvios-dos-devires.html' title='de desvios dos devires'/><author><name>Barrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895479943056846099</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38492753.post-6669970401378691782</id><published>2010-01-17T22:11:00.007-02:00</published><updated>2010-01-17T23:54:09.638-02:00</updated><title type='text'>fragmentos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;II&lt;br /&gt;ela chegava em casa de manhã cedo, tirava a blusa a deixava no canto do seu quarto e preparava um café forte. ainda dava tempo de tomar o café conferindo as correspondências que pegava na portaria antes de tomar uma ducha. era sempre uma ducha fria e rápida. ela costumava dormir depois disso até duas horas. mas naquele dia tinha um compromisso às três. ela havia marcado de passar o som com o convidado especial  da noite em uma das casas noturnas em que trabalhava. na verdade era mais para fazer um social. levar o cara para conhecer a casa, depois uns drinks e talvez alguma coisa sólida para colocar no estômago. ela sentia falta de sua companhia, que havia lhe deixado há alguns meses. mas as coisas já estavam se ajeitando. ainda havia vestígios das últimas horas de prazer e tesão em sua cama. uma blusa esquecida e a mistura do perfume das amantes. ela conseguiu lembrar um pouco desses momentos e cochilou. acordou atrasada, porque ainda tinha que atravessar a cidade para receber o seu parceiro de trabalho. correu para pegar o ônibus e ocupou com destreza a última vaga naquele enlatado humano. com o tempo os usuários desse transporte desenvolvem uma espécie de mucosa nas roupas que os fazem escorregar por entre os corpos ocupando um microespaço, por vezes pouco ventilados, até seu destino final. conseguiu, enfim, chegar na casa noturna e cumpriu seu papel de anfitriã até o início da festa. ela era boa nisso, apesar de não gostar da idéia de ter que ser o guia da vez. mas ela sabia se entreter com as pessoas e gostava de lidar com elas. o trabalho foi calmo, com surpresas musicais interessantes, mas nada de excepcional. ela conheceu uma garota interessante, com quem trocou contatos. mas ela voltou para casa sozinha. tirou a blusa e tomou uma xícara de café. pensou consigo mesma que poderia ligar para sua antiga companheira, mas sabia que era estupidez. guardou essa idéia no seu baú de lembranças e, então, tomou uma ducha e se deitou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38492753-6669970401378691782?l=notasdeumloucosafado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/feeds/6669970401378691782/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38492753&amp;postID=6669970401378691782' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/6669970401378691782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/6669970401378691782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/2010/01/fragmentos_17.html' title='fragmentos'/><author><name>Barrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895479943056846099</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38492753.post-6962961611615396965</id><published>2010-01-01T12:01:00.005-02:00</published><updated>2010-01-17T22:56:04.887-02:00</updated><title type='text'>fragmentos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;I&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;um estouro saiu da casa de taiane no momento exato em que o relógio virou o dia. naquela ocasião era festa e ninguém deu bola para o estouro de taiane. centenas de estouros invadiram o céu com brilhos e sons variados. mas o estouro oriundo da casa de taiane reverberou um único som e uma única cor. à meia-noite e três minutos rachel deixou aquele mausoléu temporário. e logo se encontrava num bar, solitária, bebendo enquanto todos a sua volta cantavam a esperançosa chegada de mais um ano. para ela o ano não era uma medida tão importante do tempo. ela preferia os segundos. afinal, essa medida decidiu a vida de todas as pessoas que ela havia executado. ela não vacilava, por assim dizer, mas fixava os olhos em cada pessoa antes de cumprir seu serviço. talvez esperando que algum ato da pessoa a fizesse desistir, ou que a pessoa reagisse e a matasse antes, mas isso nunca aconteceu. na verdade era o momento de sua crise, que durava até o último dos três copos de whisky que tomava para se acalmar após o trabalho. depois disso ela voltava a caminhar. ela sabia que um dia iria chegar a vez dela. assassinos profissionais não duram muito nos dias de hoje e ela já estava há tempos no mercado. já era quase duas horas quando ela abriu a porta do quarto alugado. deitou-se e, como sempre, dormiu um sono profundo sem pensar nos próximos passos que daria. simplesmente descansou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38492753-6962961611615396965?l=notasdeumloucosafado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/feeds/6962961611615396965/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38492753&amp;postID=6962961611615396965' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/6962961611615396965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/6962961611615396965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/2010/01/fragmentos.html' title='fragmentos'/><author><name>Barrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895479943056846099</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38492753.post-1083970169999834896</id><published>2009-12-19T12:41:00.002-02:00</published><updated>2010-01-17T22:55:24.213-02:00</updated><title type='text'>digo que</title><content type='html'>quanto mais se escreve mais estranho fica&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38492753-1083970169999834896?l=notasdeumloucosafado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/feeds/1083970169999834896/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38492753&amp;postID=1083970169999834896' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/1083970169999834896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/1083970169999834896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/2009/12/digo-que.html' title='digo que'/><author><name>Barrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895479943056846099</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38492753.post-7677796268150206863</id><published>2009-12-08T00:37:00.004-02:00</published><updated>2009-12-08T01:31:04.733-02:00</updated><title type='text'>"meu corpo, esse papel, esse fogo", essa água.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;hoje choveu de novo. mas eu não estava em neves. choveu muito, mas era no meu sonho. e sandman não apareceu. estava só, com a água tocando meu rosto. e subitamente o mundo se encheu de vidas. me vi envolto a inúmeras árvores. fui trilhando um caminho que me conduziu à uma casa de campo. daqueles pequenos palacetes monumentais no meio de uma campanha. aproximei e entrei. no meio da casa estava lá, um homem sentado com seu robe de chambre, seu papel na mão e o fogo da lareira movimentando seu sangue, meditando. percebi que havia me envolvido no jogo dos limiares da razão e desrazão. camus lá apareceu e cuspiu no papel daquele homem esquálido. e segurou-o pela gola, dizendo que não tinha nada em suas mãos. logo vi que o jogo se complicara e que o real se confundia com o sonho, justamente através da dinâmica do absurdo. não quis jogar o jogo e logo percebi que um queria desautorizar o outro. mas foi em vão perceber isso. camus não queria desautorizá-lo. ele simplesmente o fez. sua intenção era ser a própria normalidade de sua existência. vi xamãs, filósofos, clérigos, ateus e cientistas. todos em busca da resposta à mesma pergunta: 'qual o sentido?' e todas as respostas eram iguais. todos estavam lidando com a mesma vontade de existir. e pensei o quanto era estúpida essa pergunta que vem conduzindo esses seres mutantes que se denominam humanos, já milênios. estava cansado e vi Sócrates sorrindo no mesmo instante que uma pedra acertou seu olho. seu sorriso de monalisa estava lá e davinci piscou pra mim antes de sumir. tudo estava ficando claro quando alcibiades me disse que sócrates queria homenagear as mulheres que foram apedrejadas sorrindo e gargalhando. disse indignado à alcibiades que sócrates havia tomado veneno. ele me olhou advertindo que isso era o que estava nos registros escritos. disse e partiu em busca de si próprio para governar a cidade. olhei para o lado e virgínia com seu ar sério parecia compreender tudo e me disse que eu já sabia de tudo mas não conseguia aceitar que sabia. ela correu para o rio ouse e não mais a vi por ali. o homem do robe de chambre estava lá ainda e havia outros seres com ele, fazendo fila para duelar pela subjetividade moderna. lembrei que a pergunta era estúpida! e a seriedade de virgínia voltou a aparecer pra mim. compreendi que não queria compreender nada disso. beijei o homem de robe de chambre escrevi alguma coisa em suas folhas de anotações. ele não conseguiu ler, não fora educado para compreender o que estava ali. entrei na lareira e meu corpo, esse papel, voltou a ser fogo. descartes olhou para a folha rasurada e a atirou à lareira. mas o papel ficou ali. e ainda era possível ler claramente a pequena frase, que fez alguns digladiadores sorrirem: "não caiam de amores pelo poder". eles deram as costas para descartes e sairam. a água do ouse encontrou-me na lareira envolvendo tudo que existia. de repente era só água. e a chuva continuava caindo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38492753-7677796268150206863?l=notasdeumloucosafado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/feeds/7677796268150206863/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38492753&amp;postID=7677796268150206863' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/7677796268150206863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/7677796268150206863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/2009/12/meu-corpo-esse-papel-esse-fogo-essa.html' title='&quot;meu corpo, esse papel, esse fogo&quot;, essa água.'/><author><name>Barrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895479943056846099</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38492753.post-3194136998835237876</id><published>2009-11-25T14:31:00.005-02:00</published><updated>2009-11-25T14:44:14.726-02:00</updated><title type='text'>observação - gostaria de lembrar que, neste instante, existem centenas de milhares de pessoas no mundo inteiro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;Aos observadores de Belo Horizonte, Wayne, Minde, Châtelet, Antony, São Paulo, Évora, Mantena, Campinas, Bauru, Rio de Janeiro, Juiz de Fora, São Leopoldo, Ribeirão das Neves, Curitiba, Porto Alegre, Goiânia, Loures, Mountain View, Cuiabá, Chapecó, Blumenau, Brasília, São Luís, Suzano, Iúna, Contagem, Castelo, Garibaldi, Sabará, Lisboa, Nova Lima, Tokyo, Londrina, Ouro Preto, Santos, Amadora, Monção, Caxias do Sul, Valongo, Várzea Grande, Ourinhos, Macapá, Álvaro, Sete Lagoas, Salvador, Joinville, Betim, Belém, Cascavel, Santo André, Natal, Petrópolis, Campina Grande, Remígio, Viana do Castelo, Uberlândia, Ponte de Lima, Dourados, Gravataí, Guairacá, Presidente Olegário, Teresina, Rio Grande, Niterói, Três Rios, Pirassununga, Guarulhos, Pojuca, Florianópolis, Lajeado, Entre Rios, Santa Bárbara, Santa Cruz, São Bernardo do Campo, Belford Roxo, Sapucaia, Campo Grande, Guarapuava, Olinda, Maputo, Itabuna, Boa Vista, Berlim, Marília, Patos de Minas, Vespasiano, Bern, Vila Nova de Gaia, Bologna, Bom Jardim, Taboão da Serra, Divinópolis, San Diego, Três Corações, Porto, Flores da Cunha, São Lourenço, London, Osasco, Paranacity e Ribeirão Preto: obrigado por terem nascido.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38492753-3194136998835237876?l=notasdeumloucosafado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/feeds/3194136998835237876/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38492753&amp;postID=3194136998835237876' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/3194136998835237876'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/3194136998835237876'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/2009/11/observacao-gostaria-de-lembrar-que.html' title='observação - gostaria de lembrar que, neste instante, existem centenas de milhares de pessoas no mundo inteiro'/><author><name>Barrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895479943056846099</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38492753.post-8222836718895067916</id><published>2009-11-06T10:04:00.006-02:00</published><updated>2009-11-25T14:29:31.298-02:00</updated><title type='text'>protoquixote na metrópole</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"&gt;é engraçado... ver aquele menino frágil encarando o mundo. é engraçado.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"&gt;quando sai cedo de casa com poucos dinheiros no bolso e volta tarde com muitas dores e fadigas, dorme até às oito do dia seguinte, perdendo um dos compromissos semanais. ele fica atordoado. com a cabeça cheia de redemoinhos. custa a entender o que está fazendo no momento em que  acorda. se ele toma o café quente, vem a vontade e logo libera o pouco do bolo que seu corpo faz para boiar nos rios mundo afora. mas nada é tão certo, nada está numa ordem padrão e prontamente verificável. a cada dormida é um pedaço de sua memória que quer morrer. e se não há luta, se ele não levanta e começa o dia, a maioria morre. claro que a maioria já morre normalmente. mas aquelas que sempre nos acompanham diariamente se perdem facilmente quando ele fica ali, preso em si mesmo, vivendo em suas fantasias. o fato dele começar o dia faz com que ele entre em contato de novo com o mundo, com as coisas que ele já viu, ja fez, e assim, as memórias vão voltando e chegam a formar um êxtase mimético-temporal no fim do dia... mas aí já é tarde demais e ele quer dormir, de novo. ele já pensou em gravar 24 horas de sua vida e depois editar, mas concluiu que não daria tempo de editar... o tempo é a criança que brinca no quintal, modificando-o. o quintal é a memória que também modifica a criança, inscrevendo-se no tempo. o quintal e a criança daquele menino sofre violentas modificações diárias. no fim, acaba que eles ficam muito parecidos do que eram no começo do dia, mas o processo de transformação não pode ser ignorado. ele parece mudar para permanecer o mesmo. quanta violência ele produz em si mesmo. parece que ele poderia explodir sua própria cabeça com esses movimentos de transformação. e talvez por isso o garoto fique tão cansado. com tanta informação para  "processar", seu quintal, por vezes, fica parecendo um ferro velho com montanhas de crianças sobrepostas. talvez ele precisa de um empurrãozinho, de alguém que lhe mostre outras possibilidades de tratamento das informações. ao invés de processar, talvez ele precise dar vazão às informações de acordo com seus sentimentos. ora, ele não percebe, ainda, que o que importa das coisas é o que elas fazem em nós mesmos e o que fazemos nelas, com elas. se as informações nos tocam, nos misturamos a elas, nos encontramos e nos transformamos. se não nos tocam, deixamos que passem, que continuem sua jornada. mas ele não sabe isso. ele sabe outras coisas. ele sabe que se ele deixar passar uma informação sequer, ele irá sofrer muito por isso. porque ele sabe que as informações fazem parte dele e ele delas. mas isso o deixa nesse impasse atordoante. mas isso não é triste. isso é engraçado...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38492753-8222836718895067916?l=notasdeumloucosafado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/feeds/8222836718895067916/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38492753&amp;postID=8222836718895067916' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/8222836718895067916'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/8222836718895067916'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/2009/11/protoquixote-na-metropole.html' title='protoquixote na metrópole'/><author><name>Barrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895479943056846099</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38492753.post-3364115281197467856</id><published>2009-09-20T00:29:00.007-03:00</published><updated>2009-11-22T18:37:02.804-02:00</updated><title type='text'>comunicação e imagens</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;eduardo saía cedo de casa e tomava seu café na mesma lanchonete até ter sentado em todas as cadeiras do local. quando ele certificava-se que já havia deixado sua marca em todas as cadeiras, era chegada a hora de mudar de local para fazer o desjejum. no café do zé, ele conseguiu circular nas 270 cadeiras, o equivalente a nove meses de cafés. eduardo encontrou carlinhos em apuros. em desespero carlinhos veio até dudu pedindo auxílio. eles entraram no café do zé e começaram a dialogar sobre a saga de carlinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- eu te disse, cara, que tinha conhecido uma pessoa... ela chamava-se bertoldo.&lt;br /&gt;- sim, carlos, vc havia me dito.&lt;br /&gt;- pois é, bicho... esse cara era muito estranho... o pessoal chamava ele de ed. não entendia o porque...&lt;br /&gt;- talvez seja o sobrenome... ou o segundo nome do cara...&lt;br /&gt;- não! escuta essa história: bertoldo era uma pessoa sempre atenciosa, cheia de sorrisos. mas comigo, ele se abria... falava de seus desejos e sonhos, seus medos e frustrações. sempre achei que ele era uma pessoa comum, como todos. cheia de problemas psicológicos e cheia de felicidades extasiantes, fugazes e capazes de nos iludir com a idéia de um futuro sereno e sempre melhor que hoje. acontece que bertoldo não parecia ele mesmo quando eu o via com as outras pessoas. ocorreu, em um restaurante que ele costumava frequentar, uma coisa muito bizarra. no final do nosso jantar. uma pessoa se aproximou pedindo para tirar foto com ele, chamando-o de eddie murphy, dizendo que amava seu trabalho. bertoldo, sempre muito amável, sorriu e gargalhou exatamente como o eddie. nesse momento eu passei a entender que era de eddie e não ed que as pessoas o chamavam. enfim, ele sorriu, com aquele bigodinho todo cortado à la um tira da pesada, fez uma piadinha infame, como o próprio murphy, assinou uma camisa e um boné para o senhor, despediu-se e voltou para a mesa!&lt;br /&gt;- o que tem demais nisso, carlin?&lt;br /&gt;- pô edu, deixe-me terminar...&lt;br /&gt;- ok.!&lt;br /&gt;- bom, o cara olhou para mim e... PORRA! ele não era nada parecido com eddie murphy. eu virei para ele e disse: "diz aí bertoldo, porque eles acham que você é o eddie murphy?" ele me respondeu que ele era muito parecido com ele. e que não gostava de decepcionar as pessoas que os confundiam. repeti a pergunta: "mas, porra! tu não tem nada a ver com ele, cara! e não é só porque vc é branquelão, não! tu parece mais a meryl streep do que o eddie." eu te digo, o cara ferveu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(no mesmo instante em que carlos proferiu aquelas palavras, o cérebro de bertoldo liberou, em questão de milésimos de segundos diversos tipos de substâncias, que deixaram a corrente sanguínea mais agitada. a primeira leva que chegou ao coração fez este músculo vibrar com uma intensidade tamanha, que o sangue bombeado começou a vaporizar. em menos de meio segundo todo o sangue já se encontrava em pleno estado de ebulição. retornando em seguida ao cérebro, que em um lance de lince enviou um comando ao seu punho fechado, que avançou violentamente no espaço, provocando grande turbilhão de ar por onde passava. seu punho passou como um cartucho rente à orelha de carlinhos, acertando a mesa em que estavam.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- o cara me socou! mas eu desviei...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(carlinhos observou a face de bertoldo, que em menos de um segundo passou de alva para pimentão vermelho, progressivamente. foi possível observar o sangue de bertoldo circulando entre seus olhos, fazendo vibrar suas veias oculares. observando o belo conjunto da transformação da raiva em seu corpo, de sinapses ao impulso que o cotovelo dá ao punho, carlinhos percebeu que era o momento de agir. deslocando seu corpo mirrado cerca de alguns milímetros para sua esquerda, conseguiu escapar de um algo que poderia ser um longo desvio da sua rotina.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- perguntei se ele tinha achado ruim compará-lo a uma mulher e a resposta foi negativa. mas naquele momento, ainda não conhecia a história obscura desse desfortunado. ele disse-me que era obrigado a ser o que as pessoas quisessem que ele fosse... e que não gostava quando as pessoas inventavam mais uma identidade para ele... a partir daquele instante ele passaria a ser meryl streep diante de mim.&lt;br /&gt;- pô, carlinhos. até que a meryl não é uma má companhia!&lt;br /&gt;- sim! mas isto não está em questão. escute! o cara ficou cada vez mais parecido com a meryl e até fez aquele olhar dela ao terminar uma taça de vinho branco. eu gelei, cara. pensei que estava ficando um tanto alterado: “poderia ser o álcool”, imaginei já ansioso. e não é que o cara passou a ser, a se comportar como a meryl desde então?&lt;br /&gt;- é carlinhos, você finalmente está enfrentando isso!...&lt;br /&gt;- isso o que, dudu?&lt;br /&gt;- pô, carlinhos! ainda não sacou?&lt;br /&gt;- eduardo, tu tá me fritando já! conta logo, pô!&lt;br /&gt;- carlinhos, pense um pouco. olhe ao seu redor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e então carlinhos se virou e percebeu o óbvio! que as pessoas se comportavam a partir das expectativas de seus parceiros. a cena era absurda. ele conhecia algumas pessoas do café, e viu que essas pessoas se comportavam exatamente como ele as imaginava sempre que estavam perto dele. outras pessoas comportavam-se de forma distinta da que ele designava à elas, mesmo assim elas continuavam parecidas com a idéia que ele tinha delas. carlinhos ficou desconcertado e começou a compreender. olhou para o zé e percebeu que ele estava catando comida do chão e recolocando num prato de um cliente, exatamente como ele o pintara em sua galeria de percepções. eduardo continuava sério e austero – ele sempre fora assim diante de carlinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- olha carlinhos, as pessoas são o que são a partir de todo uma complexa rede de percepção e criação imaginativa, simbólica e lógica que realizamos quando entramos em contato com diferentes pontos que ajudam a compor essa rede. você possui centenas de juízos de valores e os conjuga quando conhece alguém, formando uma imagem daquele novo conhecido. essa imagem vai se construindo ao longo da relação e, geralmente, privilegiamos os juízos que mais nos impactaram. com isso percebemos mais as características que nos interessa, compreende?&lt;br /&gt;- poxa dudu, sempre te achei inteligente, sério e austero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eduardo sempre tinha notado que carlinhos era um babaca e um tanto quanto idiota, ou submisso. irritado, ele olhou no relógio (afinal ele era um homem sério, diante de carlinhos) levantou-se e pediu desculpas mas teria de deixá-lo por estar atrasado. carlinhos, pediu desculpas por tanto incômodo, disse que pagaria aquele desjejum. ao fim, convidou dudu para juntar-se a ele em sua casa no fim de semana, como sinal de desculpas sinceras. eduardo balançou a cabeça levemente para baixo, confirmando, indo-se logo depois. carlinhos ficou ali, esperando bertoldo chegar e lançar seu olhar de meryl streep.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38492753-3364115281197467856?l=notasdeumloucosafado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/feeds/3364115281197467856/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38492753&amp;postID=3364115281197467856' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/3364115281197467856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/3364115281197467856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/2009/09/comunicacao-e-imagens.html' title='comunicação e imagens'/><author><name>Barrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895479943056846099</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38492753.post-7640927979396285129</id><published>2009-08-03T19:19:00.004-03:00</published><updated>2009-08-03T20:47:28.673-03:00</updated><title type='text'>crônica de BH ou reflexão ética do meu cotidiano na sociedade dos automóveis</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;aos leitores ávidos deste blog, peço desculpas pela pequena pausa de dois dias. mas aqui estou de volta para mostrar à vocês, não minha escrita magnífica, não minhas idéias estupendas, nem minhas teses sublimes, mas sim o que vocês leitores querem: o reconhecimento de uma coletividade. eis que aqui estou a escrever sobre a crônica cotidiânica nesta cidade galvânica. cidade que me fez descer do ônibus e olhar para um aparelho de som antigo com toca disco – hoje, falar da tecnologia de meados da década de 1990 é falar de antigo. achei o som caro, apesar de não estar caro. interessante é que não comprei o aparelho, mas, nas duas últimas semanas gastei quase metade do preço do som em livros. talvez seja a hora de parar de gastar em livros e passar a gastar em música, mas os aparelhos de tocar disco ficaram muito caros! os vendedores conhecem os cidadãos modernos que esta cidade possui e sabe que os modernos gostam mesmo é de vinil. não comprei o som e continuo sem escutar meus LP's. cRássicos como Brasil do RDP e a coletânea Plunct, Plact Zuuum. de Van Halen aos Trapalhões. de Mukeka di Rato ao metal dos anos 80. todos estão ali, no canto direito superior da minha estante, esperando pelo júbilo da próxima rotação. cidade que me faz lutar com os veículos motorizados durante minhas caminhadas, e me faz andar meros 30 minutos, de ônibus, da minha casa à universidade. um belo exemplo do progresso! progresso, esse, que faz propaganda das melhorias da avenida com a foto de uma criança. um belo exemplo de pedofilia institucional. um belo circo dos horrores: onde se divertem 'trabalhadores' e 'vagabundos' vendo máquinas atuarem nesse belo enredo chamado modernidade. máquinas dirigidas por seres humanos, claro. mas no espetáculo, é a máquina que toma a cena: cortando árvores centenárias e arquiteturas menos importantes. no final do espetáculo a cena é tomada pelo joão-bobo da vez, abraçando idosas felizes e beijando crianças catarrentas. os antigos gostam de beijos dos senhores taumaturgos, com cara de palhaço, e os modernos sabem disso, levando o pogResso para o povo. cidade que me faz ficar com medo de uma tosse, mas ao mesmo tempo tranquilo, já que o calor não propicia a disseminação do vírus de forma tão avassaladora: mas morre-se de gripe, afinal! seja suína ou do porco humano. os modernos gostam mesmo é de se comunicar e a onda forte dessa praia é fazer do mundo um imenso caos, que precisa da modernidade para se salvar. cidade que me fez amar e odiar, desejar e sexualizar situações, que me fez perceber o corpo e o prazer. o corpo como não lugar, o utópico, como um lugar ainda por se escrever e, mesmo com o biopoder, um espaço aberto para a fazer da vida uma obra de arte. o prazer como balizador do exercício ético da minha existência. os modernos gostam mais é de achar que são reprimidos, mas são mesmos é produtores de inúmeros plásticos e produtos virtuais, criados graças ao silício, capazes de satisfazer suas supostas fantasias reprimidas. eis que, mesmo que os leitores sequiosos não tenham sentido empatia, ou identificado nenhum traço de coletividade – e talvez por isso mesmo – termino esta crônica cotidiânica com a sensação de ter contribuído com meu desenvolvimento interior: o que poderá transformar minha relação com vocês, meus caros e infindáveis leitores. E, ainda, com a alegria de poder contribuir com uma hipótese do Pedro, que inspirou-me ultimamente: o alfredinho tava mais preocupado em  construir um projeto para a nação, e construí-la, consequentemente, do que em falar a verdadeira verdade sobre BH - a verdade, e a luta por torná-la verdade, seria um mero artifício para construir (um)a república, a república dos bruzundangas, talvez.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38492753-7640927979396285129?l=notasdeumloucosafado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/feeds/7640927979396285129/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38492753&amp;postID=7640927979396285129' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/7640927979396285129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/7640927979396285129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/2009/08/cronica-de-bh-ou-reflexao-etica-do-meu.html' title='crônica de BH ou reflexão ética do meu cotidiano na sociedade dos automóveis'/><author><name>Barrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895479943056846099</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38492753.post-1807604334433226631</id><published>2009-07-08T09:46:00.007-03:00</published><updated>2009-11-06T11:39:50.206-02:00</updated><title type='text'>do escrito  - 08/07/09</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;se borges disse que deveria ter escrito mais, eu preciso dizer que eu preciso escrever. essa atividade estranha que consome energias dos dedos nas pequenas teclas, dos olhos frente à tela branca, do cérebro e suas orientações. corpo e alma, juntos como sempre, numa luta para fazer crescer algumas linhas, alguns resquícios de pensamento, sempre mais velozes que os dedos. a tendência é aproximar as velocidades, mas isso não acontece. escrever é um ato coletivo: uma vez que nunca estamos sós no mundo, ao escrever estamos dialogando com partes desse mundo, mesmo que essa parte seja integrante de nós mesmos. isso não leva a concluir que estamos criando uma única e universal obra coletiva, absolutamente. mas que nossa percepção é relacional, que nossas ações são relacionais, que nada se cria sem referência. o que não quer dizer, tampouco, que não criamos coisas novas. mas sim que o novo não é uma coisa sagrada e tão melhor que aquilo que já existe, e, no caminho inverso, que o existente não é tão importante assim a ponto de ter necessariamente que continuar a existir. que essas criações são autônomas, mas também coletivas. que a ação do autor se exerce num emaranhado de outras ações - pessoais e coletivas. na tela branca, sinônimo, ao mesmo tempo, de limitações e infinitas possibilidades, o autor desenvolve um ambíguo produto: da mesma forma que constrói um diálogo, o autor escreve um monólogo. é uma conversa consigo mesmo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38492753-1807604334433226631?l=notasdeumloucosafado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/feeds/1807604334433226631/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38492753&amp;postID=1807604334433226631' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/1807604334433226631'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/1807604334433226631'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/2009/07/do-escrito-080709.html' title='do escrito  - 08/07/09'/><author><name>Barrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895479943056846099</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38492753.post-643449670116580971</id><published>2009-04-29T00:19:00.003-03:00</published><updated>2009-04-29T01:23:42.562-03:00</updated><title type='text'>de pensações</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;às vezes arrumo uma pensação longa e dolorida. que fica aqui transitando por entre diferentes axônios e dentritos. velejando de sinapse em sinapse por todo meu corpo fazendo-me ora sentir dor, ora sono. por vezes ela esmaga, comprime a massa cinzenta, o que me deixa atordoado. é tanta pressão que o olho parece que vai pular pra fora. chega a ser engraçado a percepção de tal fato. engraçado e triste. mas o tomo como provocações. tal como as que costumo fazer. aliás, o que venho fazendo é provocar a mim mesmo. ou antes, meu corpo, ou minha matéria completa: corpo e alma. ambos, desde o início, criaram-se, estimularam-se, reformularam-se, cortaram-se, fundiram-se e se fizeram crescer. claro que não na nessa ordem, terminando numa espécie de topo ou fim da linha. a relação entre um e outro é bem mais dinâmica. diria que quase como que irmãos siameses capazes de se desenvolver autonomamente, diferentemente, mas sempre conectados, de alguma forma - qualquer que seja - sempre juntos, influenciando-se. mas mais do que serem siameses, corpo e alma tornaram-se siameses. em determinado ponto do desenvolvimento moral ambos tomaram forma, fundiram-se e tornaram-se irmãos. antes, talvez, o que existira era um monte de massa amorfa em movimento. o fato é, que além de serem siameses - que é uma definição porca, mas o mais próximo do que ora apresento - corpo e alma são relações de mutualismo, predatismo, parasitismo, colonialismo, comensalismo, amensalismo, sinfilia e canibalismo. relações complexas de níveis vários que interagem entre si. e como disse, venho provocando tudo isso: corpo e alma provocando corpo e alma. tudo transforma-se em uma arena de tolos, onde fascismos digladiam entre si, cortando suas cabeças e as dos libertarismos. uma peça de teatro onde sonhos se realizam, se concretizam. como uma sala de cinema onde risos gargalham a morte de 'zés' e choram a morte de cães. uma completa balbúrdia bem ordenada. quase sempre as polaridades ficam evidentes, vez ou outra a coisa explode e todo o campo magnético torna-se neutro por instantes seculares. quando percebo que a pensação dói demais, e que não dá para ficar na cama, estimulo as positividades e as negatividades, com intuito de construir algo - lembrando que a desconstrução é uma forma de construir - libertador, construir outras fronteiras. corpo e alma perguntam-se: o que estamos ajudando a fazer de nós mesmos? o que queremos para nós? numa tentativa de sair do isolacionismo cotidiano, corpo e alma procuram inserir tais questionamentos para o âmbito do coletivo. o que estamos ajudando a fazer do(s) que está(ão) ao nosso redor? ambos buscam, em pequenos atos, caminhos possíveis para re-sentir os benefícios de uma outra pensação, profunda, mas leve e serena. e que pode ser longa, se a matéria completa sempre for capaz de voltar a si mesma propondo-se re-formular esses problemas. abrindo-se para a dor, aprendendo a dialogar com ela, estabelecendo uma relação de força na qual ela não pode sair vitoriosa sob pretexto de redenção do corpo e alma. pois se assim for, as embarcações da pensação longa e dolorida irão tomar como posse corpo e alma por inteiro, e isso não pode ser aceitável.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38492753-643449670116580971?l=notasdeumloucosafado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/feeds/643449670116580971/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38492753&amp;postID=643449670116580971' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/643449670116580971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/643449670116580971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/2009/04/de-pensacoes.html' title='de pensações'/><author><name>Barrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895479943056846099</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38492753.post-5109792802592357783</id><published>2009-04-09T18:41:00.007-03:00</published><updated>2009-11-06T11:43:36.277-02:00</updated><title type='text'>de tempestades e clarões</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;uma tarde comum. ela adentrara a mata ainda existente em meio aos prédios escolares do pequeno campus universitário, como usualmente fazia. cortar caminho, por vezes, é mais interessante. ainda mais quando o atalho é constituído por sombras de árvores e por cheiros de ares não-urbanos. o dia brilhava. mas haviam nuvens cinzas querendo compartilhar os espaços disponíveis naquela região atmosférica. elas concentravam-se logo atrás da mata. articulando-se. dialogando sobre a melhor hora de esvaziarem-se. o debate aberto entre iguais logo virou uma ensurdecedora campanha eleitoral. cada hora uma falava mais alto que a outra. e tão logo isso aconteceu, duas grandes nuvens, para se fazerem ouvir, invocaram os maiores acessores daquele tempo: os ventos. de um lado havia um vento defendendo a calmaria e a dispersão no espaço de todas as nuvens, multiplicando as possibilidades de uma maior distribuição do espaço supralunar: questão de dissolução de fronteiras. de outro a defesa era de uma rápida mobilização e concentração de forças para melhor conquistar o pequeno espaço em disputa. as pequenas nuvens se associariam às grandes formando uma imensa e única massa capaz de dominar toda a região: questão de fortalecimento das fronteiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ao entrar na mata essas contendas começaram a dar as caras. e a força bruta havia acabado de ser utilizada. a mudança foi rápida e brusca. ela já estava dentro da mata e a chuva desabou sobre as árvores que lhe davam sombra. apressou o passo. começou a correr. mais adiante um raio surgiu clareando tudo em sua volta. de forma que nada mais podia ver. ela caiu. estava sem sentidos. ao se levantar a chuva já havia ido embora. mas deixou suas marcas no solo. seguiu adiante, acreditando já ter perdido seus compromissos. caminhou sempre em frente. cinco minutos se passaram e percebeu que havia algo errado. o caminho não acabava. e nada lhe parecia mais como antes. correu. sempre nos limites do caminho. mas de nada adiantava. ela sentia-se vigiada. percebeu que outros seres também corriam paralelamente à sua linha de corrida. de repente escorregou e desceu barranco abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sua queda espantou um grupo de amigos que se concentravam ao redor de um banquete. as pessoas voltaram curiosas para ver aquele corpo caído. gritaram ao se olharem! mais correria. agora dispersa e sem direção predeterminada. o tropeço veio rápido. ela não estava acostumada a correr em matas fechadas. pensou consigo que estava ficando louca. "o que tem demais encontrar um bando de jovens estranhamente vestidos, fazendo um pic nic? eles deviam estar bolando algum, ou coisa parecida". riu de si. levantou e tentou encontrar a antiga trilha.&lt;br /&gt;algum tempo depois ela cansou-se e sentou sua bunda num galho caído. mas alguém a havia seguido. tentou uma aproximação amigável. ela se armou! a comunicação foi difícil! os dois ficavam grunindo palavras incompreensíveis um para o outro. acabaram por manter uma relação por gestos. demorou muito para que esses gestos fizessem um mínimo de sentido. se ela não percebesse na face do outro que sua vontade era um diálogo, dificilmente as coisas se dariam como se deram. ambos acharam muito estranho encontrar com uma pessoa de outra língua. logo ali, perto de suas atividades cotidianas. "deve ser visitante de outro país", pensaram. mas logo ela percebeu que estava em outro lugar. que a mata era maior do que o normal, e que não era possível encontrar todos os aparatos técnicos da comunidade de seu novo interlocutor tão porto do campus. não sabia se estava sonhando, se havia enlouquecido, se havia dormido tanto a ponto de não ver o tempo passar, ou se o passado viera até ela e a tinha engolido, envolvendo-a em sua totatlidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;reconhecendo certos sinais, acreditou ainda estar em um espaço de tempo relativamente perto de sua vida pré-tempestade. mas ficou intrigada pois não via carros destruídos, ou prédios altos. tampouco uma organização comparada às sociedades que já estudara. nunca tinha ouvido falar sobre alguma sociedade em que a coletividade e a individualidade andavam lado a lado. em que as decisões eram tomadas em conjunto e por quem quisesse tomar parte na grande assembléia que se dispunha a resolver seus problemas. ela chegou a falar certos conceitos que tinha conhecimento, mas nada conseguiu tirar das reações dos seus novos companheiros. a organização espacial daquela sociedade era algo que nunca havia pensado. haviam famílias enormes, mas cujo papel centralizador não era o pai ou a mãe, mas a própria solidariedade. a produção alimentícia era coletiva e tomava uma hora diária de cada um. mas esse "tempo de horas" não existia por lá. o tempo era medido sob outra lógica. existia o tempo de trabalho: contado pelo cansaço, suor e necessidade. o cálculo dessas três variáveis geralmente correspondia a uma hora diária do tempo pré-tempestade. as outras partes dos dias e noites eram aproveitadas pela livre vontade de criação: as pessoas expressavam seus sentimentos e desejos com esculturas, música, poesias e outras escrituras. os problemas de ordem organizacional tinham sua vez em reuniões para resolver contendas como: conflitos, escassez de comida, de material de sociabilidade, de utilização do espaço (que era sempre público, nunca privado. o que quer dizer que não pertencia nem a um estado, nem a qualquer pessoa comum). a festa era uma prática cotidiana. por isso a produção de pratos e bebidas tomavam sempre um tempo maior e mais coletivo. o revezamento no fogão era constante. assim, todos brincavam e produziam materiais para a brincadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sua chegada, apesar de levantar uma pequena crise sobre a organização interna, foi vista com bons olhos. os participantes da assembléia se viram na necessidade de realizar uma reflexão sobre a questão da comunicação entre diferentes línguas, mas nada que não tenha sido rapidamente  colocado em prática. as crises eram frequentes e as soluções, sempre sensatas e sugeridas no seio do debate, eram logo colocadas em prática. assim, ela foi acolhida com alegria e solidariedade. convidaram-na para participar da preparação da festa noturna: colheita de hortaliças, fermentação do álcool e invenção de danças e performances corporais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ela ficou maravilhada! acabou entrando em transe durante a festa. nunca havia sentido tanta felicidade, tanto prazer, tanto êxtase em um só momento. seu corpo estava lado a lado de sua alma. e nada parecia tão real e tão mágico ao mesmo tempo. a produção de algo tão prazeroso a fez sentir que aquela sociedade buscava colocar em prática a vida plena da alma e do corpo. ela, então, caiu num amontoado macio de pano que era usado para os repousos. de olhos fechados ainda podia sentir os ritmos dos prazeres da festa. acordou com uma chuva que caia calmamente, mas firme. levantou-se e se percebeu no mesmo caminho que usava para atravessar a mata. levantou-se e compreendeu que estivera ali desde o momento do clarão. olhou ao seu redor e percebeu que havia uma árvore de porte médio com vestígios de fogo. "havia sonhado", pensou. seguiu até o fim da trilha, olhou para trás e sentiu um aperto e seu peito. angustiada, colocou a mão em seu colo e sentiu um pingente, que antes não existia ali. olhou-o com ternura e carinho. dezenas de músculos se moveram e sua face e um sorriso surgiu. sentiu-se forte e com a certeza de que podia fazer de si uma vida plena e capaz de, como seus amigos efêmeros, realizar a fruição das necessidades de seu corpo e sua alma. preferiu, entretanto, seguir minando o mundo em que vive a partir da própria lógica desse mundo, sonhando com a próxima visita aos seus amigos pós-tempestade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38492753-5109792802592357783?l=notasdeumloucosafado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/feeds/5109792802592357783/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38492753&amp;postID=5109792802592357783' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/5109792802592357783'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/5109792802592357783'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/2009/04/claridade.html' title='de tempestades e clarões'/><author><name>Barrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895479943056846099</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38492753.post-7654905427827216288</id><published>2009-03-17T19:25:00.006-03:00</published><updated>2009-11-06T11:44:13.957-02:00</updated><title type='text'>confissões de uma criança. ou quando me vestia de mulher</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;uma criança. aos 14. um diálogo. uma inquietação.&lt;br /&gt;"mas se a pessoa coloca-se a dúvida se ela é ou não. ela já é", disse sua amiga.&lt;br /&gt;a criança se cala. se põe a pensar. "não haveria outra forma de colocar a questão? seria essa a única maneira de compreender a situação? ou melhor, a única forma possível de imaginar essas relações? ser ou não ser? e se o caso, ou ainda, o ponto central do problema fosse outro? e se fosse do verbo estar?" os franceses não captariam logo a diferença. mas ela mudaria todo o jogo. se, ao invés, de 'ser' a pessoa 'estivesse' em tal ou tal posição, com tal ou tal disposição, de tal ou tal maneira, as coisas teriam aí uma outra perspectiva. os pontos de fuga poderiam multiplicar-se. e as centelhas espalhar-se-iam à deriva pelos espaços dos platôs, em constante interação. "a coisa não poderia ser tão fechada assim", ele pensava. se assim fosse, ele seria sempre um entra e sai de 'seres', que desapareceriam, ou cristarizariam em sua imagem, em seu corpo. não era isso que ele 'era'. se tivesse que usar o verbo ser, ele optaria por introduzí-lo em uma única proposição: sou uma constante etapa de 'estâncias', um colóquio infinito de 'estares' em relação aos territórios que ocupo, conquisto, reformo, transpasso, ignoro, desfaço, construo e abandono.&lt;br /&gt;se 'tudo' tomasse parte desse infinito diálogo, logo teria de assumir que 'nada' faria parte dele, e tão logo pronunciasse essas palavras ele &lt;span style="font-style: italic;"&gt;seria&lt;/span&gt; tudo. e o paradoxo 35 estaria, aí, em gestação.&lt;br /&gt;mas a proposta não era ser tudo, ou nada.  tampouco estar &lt;span style="font-style: italic;"&gt;em&lt;/span&gt; tudo. mas, pelo contrário, estar &lt;span style="font-style: italic;"&gt;em tudo, todo e qualquer lugar que lhe fosse possível&lt;/span&gt;. em lugares e espaços negados, desperdiçados e inutilizados. becos e matos despercebidos seriam alvo de seus estares. corpos nus e cobertos, fechados ou abertos, furados, vazados, coloridos, sujos ou diagramados estariam consigo, em si, e transpassando-o. corpos à deriva, como o seu, inertes, como de sua amiga, seriam as locações de suas estadias, de seus sonhos e planos, de suas experiências e ações. pouco importando a condição dos seres e como eles conduziriam suas vidas. o problema seria menos 'como definir-se nesse mundo desfigurado e opressor?', menos 'decida-se ou te devoro', menos 'é preciso acalmar o espírito nesses tempos sombrios e cruéis", do que "como construir múltiplas frentes de batalhas para a constante reestruturação das fronteiras e dos espaços estacionáveis e, por isso, rotativos. como construir platôs, salas de estares ambulantes, campos de descentralização, e, finalmente, uma ética plural?."&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38492753-7654905427827216288?l=notasdeumloucosafado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/feeds/7654905427827216288/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38492753&amp;postID=7654905427827216288' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/7654905427827216288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/7654905427827216288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/2009/03/confissoes-de-uma-crianca-ou-quando-me.html' title='confissões de uma criança. ou quando me vestia de mulher'/><author><name>Barrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895479943056846099</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38492753.post-6397114426246594088</id><published>2009-02-07T17:24:00.005-02:00</published><updated>2009-11-06T11:44:46.202-02:00</updated><title type='text'>de carteiras e sapatos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;pronto! já peguei o terno do meu irmão. o cabra viajou e deixou a nota da lavanderia para que eu pudesse pegar o dito. peguei. antes passei uma hora procurando minha carteira: 'onde estará aquela sacana? debaixo da cama, no sofá, dentro dos armários, em meio aos livros, no banheiro, junto às roupas para lavar, dentro da máquina?' onde estaria a coisa maldita que proteje documentos e papéis, mais papéis inúteis do que úteis, mas, por vezes tornados necessários. passados sessenta minutos, achei-a no primeiro local procurado. grande começo! hora de partir em busca do terno lavado a seco. foi um suor só. poderiam até me acusar de comparsa da chuva, com tanto líquido esguichando de meus poros. todo aquele sol quente na minha cabeça, que forçou meus aovéolos a trabalharem mais rápido, e meu sangue, concentrado em minhas pernas, a voltar rápido para o coração, faltando-me o ar. mas pronto, peguei, paguei. voltei enchardo de suor, mas o serviço miserável estava feito. agora só faltava provar. bom, a calça é apertada, mas é só para uma noite, a gente faz um sacrifício. o casaco até que ficou na pinta. menos mal. olho pro pé e pronto! vejo-o cabeludo, colorido, e branco. falta-me o sapato. 'caramba! o sapato! preveni-me, pedi a nota da lavanderia com antecedência, e esqueci da porra do sapato. tio, tu calça quanto?' 39. 'pô, não vai caber. será que rola algo na tua casa?' ele foi ver. fico desesperado vasculhando o guarda roupa. bom, claro que não há sapato no meu guarda-roupa. pra que diabos eu iria usar um sapato? "em dias como esses, idiota!" pô, eu sei, mas eu não uso, não tenho, não quero ter. na casa do meu tio fui recebido por latidos estridentes. como eu adoro cachorros.! o bicho ficou me enrrabando no meio da sala, fornicando com minha perna e cheirando minhas bolas. legal! daqui a pouco fico todo molhadinho! entro na casa e calço o primeiro pé do sapato! caramba! o troço ia fuder meu pé, mas mesmo assim obriguei-o a encaixar-se em minha chulapa. a dor foi grande, mas pelo menos eu tentei! é preciso várias tentativas se quiser arrumar um sapato emprestado. bom, depois dessa tromba d'água porreta, que está caindo agora, sairei para comprar. quem sabe, não rola uns baratos por conta da enchente? ou até mesmo alguns espalhados pela avenida! quem sabe?&lt;br /&gt;ô menino, disse minha tia, tenta esse aqui! o troço entrou, e fez meus sustentáculos latejarem.&lt;br /&gt;minha expressão foi justamente o contrário! 'claro que serviu tia! nossa! muito obrigado!' "tem certeza que não tá apertando?" 'claro! absoluta!' o que eu poderia fazer? era minha última chance antes de gastar uma nota com uma coisa que não iria usar! levantei-me e arrebentei meu côco no lustre baixo do quarto de meu primo. vi estrelas. legal! agora tinha dores em duas extremidades do corpo. uma para esquecer a outra! os chineses são bons nessas experiências! que idéia boa essa, não? "e a gravata,? leva essa aqui!" ela parecia seda de cuecas, como disse minha avó, mas era a melhor do mundo naquele momento. faltava-me achar o outro pé da minha meia. ótima busca. roupas para o chão, na cama, viradas e reviradas e nada. é hora de dobrar as peças espalhadas e encarar o sapato com meias grossas. mas será que minha vó não teria uma meia fina? tem meia-calça! disse ela. bom, pelo menos ninguém verá minhas pernas, não haverá muito mal. mas ela encontrou uma soquete antes de decidir-me pela LOBA. beleza, mais uma dívida: pagar a meia destruída da vovó. no fim, tudo certo. vestido, bati com os dedos com toda força no batente da porta, para esquecer-me do pé e segui para a festa. quinze minutos depois da entrada triunfal eu já estava sem paletó, gravata, sapato e com as mangas arriadas, sorrindo feliz para os noivos que passaram pedindo votos dos convidados. valeu o esforço: a noite foi boa junto à minha amada, especialmente após a chuva que tomamos na saída da festa. de uma coisa eu sei: tenho que pensar melhor sobre a idéia de comprar um sapato.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38492753-6397114426246594088?l=notasdeumloucosafado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/feeds/6397114426246594088/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38492753&amp;postID=6397114426246594088' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/6397114426246594088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/6397114426246594088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/2009/02/de-carteiras-e-sapatos.html' title='de carteiras e sapatos'/><author><name>Barrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895479943056846099</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38492753.post-6681185913469451402</id><published>2009-01-20T23:18:00.012-02:00</published><updated>2009-11-06T11:45:03.660-02:00</updated><title type='text'>pirofagiando em segredo. ou. tão distante da tabacaria que parece próximo dum platô.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;hey, eu vou dizer o que eu penso.&lt;br /&gt;mas não pedi sua opinião, jorge.&lt;br /&gt;direi mesmo assim. eu acho isso tudo uma bela merda. uma bela montanha de merda mole.&lt;br /&gt;droga, meu cigarro apagou e eu tenho que ficar te ouvindo dizer besteiras, jorge!&lt;br /&gt;é sério, cara! toda essa baboseira de esperança de um mundo melhor com um presidente negro. o porra do cara é presidente, cê entendeu? presidente. que porra vai mudar, cara?&lt;br /&gt;jorge, as coisas não são assim, as pessoas precisam dessa merda toda. senão, como elas vão sair à noite para pagar pra caras e mulheres lhes darem aquela chupada, que seus maridos e esposas não podem dar?&lt;br /&gt;você é um estúpido, cara! ninguém precisa de presidente nenhum. nem de chupada gostosa. essa merda toda é uma bela sacanagem sustentada por seu alcoolismo.&lt;br /&gt;eu não coloco sua mãe no meio, então respeite minha relação com o álcool, jorge.&lt;br /&gt;ok, tu fica aí enchendo a cabeça de cachaça, enquanto teus filhos comem carangueiros podres que se alimentam da merda produzida na cidade. enquanto eu fico aqui, provando para o mundo que eu não preciso de presidente de porra nenhuma.&lt;br /&gt;jorge, tu tá berrando no meu ouvido! eu tô do teu lado, sacana!&lt;br /&gt;isso! fica fazendo posinha de delicado, seu merda!&lt;br /&gt;caralho, jorge, a rua inteira tá querendo te dar um sopapo!&lt;br /&gt;eu pego é todo mundo no bondage, cara! faço uns enemas e tá limpo!&lt;br /&gt;não comece com suas coisas de tortura!&lt;br /&gt;tortura? porra, os cara te fazem pagar um imposto sobre a tua casa, uma invenção mais idiota e antiga, e tu vem falar que gozar com um pouco de sangue é tortura? tu trabalha como a velha a fiar, sem parar para pensar no que fazes de ti, e dar umazinha que é tortura?&lt;br /&gt;não irrita, jorge, eu tô sem saco, hoje!&lt;br /&gt;porra! tu tá nessa de virar eunuco e nem me chama pra festa?! sacanagem, cara!&lt;br /&gt;jorge, eu te soco hoje!&lt;br /&gt;tu tem que parar de ser um cagalhão. tu fica aí sentado, sem fazer nada, enchendo a cara.&lt;br /&gt;ah, vá se fuder!&lt;br /&gt;é sério, cara! eu mesmo tô aí, tô aqui, tô até na internet! eu faço é muita coisa, cara! fico limpando cadeira com o cu, não.! vou pra luta é armado de palavras.&lt;br /&gt;como que é isso?&lt;br /&gt;bom, os caras começam a me bater e eu fico lá recitando Fernando Pessoa. os cara param de me bater para ouvir os poemas do cara. pô Fernando Pessoa é o cara!&lt;br /&gt;e tu lá sabe um poema de Fernando Pessoa?&lt;br /&gt;saber eu não sei não, mas decorei um, quer ver? : "eu sô é nada, nunca vô sê é nada, não posso querer sê é nada. da parte disso, tenho todo sonho do mundo. Hoje eu tô abobado, como que pensei e achei e esqueci. hoje eu tô é dividido entre a lealdade que devo à tabacaria da esquina, como coisa que é real de fora, e ao sentimendo de que tudo é sonho, como coisa que é real de dentro."&lt;br /&gt;ô jorge, pára, cara!&lt;br /&gt;mas eu tava terminando! ele é grande, mas eu decorei tudo. e quando eu falo as pessoas param de brigar e choram! primeiro elas riem, depois você vê toda a lágrima saindo dos olhos frios e vazios delas.&lt;br /&gt;cê fala essas coisas pra polícia e ela não te bate mais, não?&lt;br /&gt;não! eles ficam sensíveis! imagina, um revolucionário que não pega em armas e sabe de cor uma poesia de Fernando Pessoa!&lt;br /&gt;cara, eu acho que tu precisa é parar com essa birita.&lt;br /&gt;eu não bebo há três dias.&lt;br /&gt;e esse cheiro de cachaça, jorge?&lt;br /&gt;é que fez três dias e eu não aguentei. tomei umas. mas isso não faz de mim um mentiroso, cara! isso tudo é um monte de merda fedida e molinha. o pessoal lá de gaza não ganha muita coisa com esse presidente, não. aliás, nem tu. a não ser esperança de merda, de comprar mais merda.&lt;br /&gt;jorge, mas tu tá um pessimista idiota, hein? que que tu sabe de gaza?&lt;br /&gt;tô pessimista, não. eu creio em coisas boas, cara! essa é a diferença. eu penso em coisas boas. não fico lamentando: oh! meu querido governo cobra de mim e não me dá nada. não brinco com essa merda. minha merda é outra, cara. existe uma multiplicidade de merdas a serem formuladas. um sem-número de singularidades múltiplas. eu faço minha própria merda, cara.&lt;br /&gt;ainda bem, né jorge?&lt;br /&gt;é sério! eu corro atrás, e tudo mais.&lt;br /&gt;mas tu chegou onde está como?&lt;br /&gt;não venha me dizer que eu devo minha vida ao governo, cara! minha vida eu devo aos meus. aos que a fizeram ao meu lado. àqueles que estiveram juntos na minha caminhada, e não à essa merda toda.&lt;br /&gt;de alguma forma você está aí por conta dessa merda toda, jorge.&lt;br /&gt;eu sei.&lt;br /&gt;então não sacaneia, jorge.&lt;br /&gt;mas essa merda toda não precisa ser a merda que eu vou carregar até o fim da vida. então eu faço minha própria merda, cara! meu próprio caminho.&lt;br /&gt;tu é um individualista doidão, jorge!&lt;br /&gt;não! é aí que tu se engana, cara! eu sou eu, claro! mas eu também! sacou? também! sou muito mais. e minha merda é feita disso tudo!&lt;br /&gt;tu tá meio esquisito hoje, jorge.&lt;br /&gt;é que vi um filme estranho.&lt;br /&gt;é mesmo? tu vendo filmes?&lt;br /&gt;não encha o saco, cara. filmes também são essa merda toda, só que mais cheirosos. aliás, a coisa mais legal que tem por aí é a música, mas ela tá cheirando como você, cara!&lt;br /&gt;eu vou dizer o que eu penso, jorge: nisso você tem um pouco de razão.&lt;br /&gt;então, vê se pára de ficar sentado aí, seu merdinha. eu já estou por aí:&lt;br /&gt;"e o universo me fez de novo sem ideal, sem esperança, e o dono da tabacaria olhô pra mim e sorriu."...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38492753-6681185913469451402?l=notasdeumloucosafado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/feeds/6681185913469451402/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38492753&amp;postID=6681185913469451402' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/6681185913469451402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/6681185913469451402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/2009/01/pirofagiando-em-segredo-ou-to-distante.html' title='pirofagiando em segredo. ou. tão distante da tabacaria que parece próximo dum platô.'/><author><name>Barrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895479943056846099</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38492753.post-2692789833094602285</id><published>2008-11-15T16:59:00.002-02:00</published><updated>2009-11-06T11:45:34.965-02:00</updated><title type='text'>conversação</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;rticular historicamente o passado não significa conhecê-lo “como ele de fato foi”. Significa apropriar-se de uma reminiscência, tal como ela relampeja no momento de um perigo. Cabe ao materialismo histórico fixar uma imagem do passado como ela se apresenta, no momento do perigo, ao sujeito histórico, sem que ele tenha consciência disso. O perigo ameaça tanto a existência da tradição como os que a recebem. Para ambos, o perigo é o mesmo: entregar-se às classes dominantes, como seu instrumento. Em cada época, é preciso arrancar a tradição ao conformismo, que quer apoderar-se dela. Pois o Messias não vem apenas como salvador; ele vem também como o vencedor do Anticristo. O dom de despertar no passado as centelhas da esperança é privilégio exclusivo do historiador convencido de que também os mortos não estarão em segurança se o inimigo vencer. E esse inimigo não tem cessado de vencer. WB &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;...mas acontece que uma realidade encontra a outra, o passado reclama o respeito aos seus títulos, o presente, a princípio, inclina-se diante da primazia e nobreza do passado, mas reclama e quer impor os seus próprios valores, pois o que vive tem sempre razão. Nem sempre nessa luta o presente vence o passado, ou aceita apenas aquilo que é vivo do passado; muitas vezes o passado derrota o presente e faz nascer um futuro alquebrado. O dever do historiador não é para com os mortos, nem o culto do passado pelo passado deve ser nosso princípio. É em nome do presente que julgamos o passado, pois não há passado puro e único, mas mutável como a história, de acordo com a visão interessada do presente. JR&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Temos uma responsabilidade pelos fatos históricos em geral e pela crítica do abuso político-ideológico da história &lt;/span&gt;&lt;st1:personname style="font-family: trebuchet ms;" productid="em particular. Eu" st="on"&gt;em particular.  Eu&lt;/st1:personname&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; costumava pensar que a profissão de historiador, ao contrário, digamos, da de físico nuclear, não pudesse, pelo menos, produzir danos. Agora sei que pode. EH&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;As relações da História com o Presente da História com a Vida e com a Ação têm sido tratadas por filósofos, pensadores e historiadores. É a História um poder ativo, que determine ou condicione o presente, que nos force ou nos sugira meios de ação, agens ou potente da vida? JR&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;O cronista que narra indiscriminadamente os acontecimentos, sem distinguir grandes e pequenos, leva com isso em conta a verdade de que nada do que jamais aconteceu pode ser dado por perdido para a história. Certamente, só à humanidade redimida cabe o passado em sua plenitude. Isso quer dizer: só à humanidade redimida o seu passado tornou-se citável em cada um dos seus momentos. Cada um dos momentos vividos por ela torna-se uma citation à l’ordre du jour – dia que é, justamente, o do juízo final. WB&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Deus não é dos mortos, mas dos vivos, porque, para ele todos são vivos. A história também não é dos mortos, mas dos vivos, pois ela é a realidade presente, obrigatória para a consciência, frutífera para a experiência. A vida e a realidade são história, gerando passado e futuro. JR&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;A história universal pode atingir uma variedade maior. Por uma teoria das multiplicidades por elas mesmas, no ponto em que o múltiplo passa ao estado de substantivo. As multiplicidades são a própria realidade, e não supõem nenhuma unidade, não entram em nenhuma totalidade e tampouco remetem a um sujeito. As subjetivações, as totalizações, as unificações são, ao contrário, processos que se produzem e aparecem nas multiplicidades. Os princípios característicos das multiplicidades concernem a seus elementos, que são singularidades; as suas relações, que são devires; a seus acontecimentos que são hecceidades (quer dizer, individuações sem sujeito); a seus espaços-tempos, que são espaços e tempos livres; a seu modelo de realização, que é o rizoma (por oposição ao modelo da árvore); aos vetores que as atravessam, e que constituem territórios e graus de desterritorialização. Em todo caso, a questão é: onde e como se faz tal encontro? GD&amp;amp;FG&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38492753-2692789833094602285?l=notasdeumloucosafado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/feeds/2692789833094602285/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38492753&amp;postID=2692789833094602285' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/2692789833094602285'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/2692789833094602285'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/2008/11/conversao.html' title='conversação'/><author><name>Barrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895479943056846099</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38492753.post-7000547839180931314</id><published>2008-02-07T20:43:00.000-02:00</published><updated>2008-02-07T23:28:29.487-02:00</updated><title type='text'>uma chuva de granito ou a desconfiança do conceito de progresso.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;ontem choveu demais! muito. mas muito! como há tempos eu não via chover. choveu até minúsculas pedrinhas d'água. coisa que eu não via desde pequeno. e de pequeno eu ouvia as pessoas sérias falarem sobre chuva de granito. que o granito tinha feito muitos estragos, que o granito isso, que o granito aquilo. até na televisão falavam sobre a chuva de granito, mas ela só me mostrava gelo, e granito, que era bom, nada. eu até pensei, em um pequeno espaço de tempo, que o granito se formava no céu e caía aí, de graça, para as pessoas usufruírem. e pensando bem, porque diabos aquele tanto de pessoas sérias, que queriam consumir os produtos da felicidade anunciados na tv, aqueles que limpavam as pias de granito da cozinha e dos banheiros, achavam ruim chover granito? olha que bom! chove granito e as pessoas não precisariam nem comprar... era só modelar as peças, juntando-as, mandar cortar, polir e suas lindas pias estariam prontas! era o que eu pensava. mas as pessoas sérias preferiam seus carros às pias de granito, eu acho. infelizmente, mais tarde, descobri que a chuva de granito era na verdade de granizo. e que o granito vinha de empresas controladas por pessoas sérias que exploravam as redondezas das montanhas mundo afora. ontem, na avenida silva lobo, o que caía era granizo. ainda bem. mas isso ainda me frustra.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38492753-7000547839180931314?l=notasdeumloucosafado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/feeds/7000547839180931314/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38492753&amp;postID=7000547839180931314' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/7000547839180931314'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/7000547839180931314'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/2008/02/uma-chuva-de-granito-ou-desconfiana-do.html' title='uma chuva de granito ou a desconfiança do conceito de progresso.'/><author><name>Barrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895479943056846099</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38492753.post-458298045426379303</id><published>2008-01-30T00:53:00.000-02:00</published><updated>2008-01-30T01:54:07.794-02:00</updated><title type='text'>aperfeiçoamento da articulação lógica e retórica sob os efeitos da ilusão da coesão hierárquica do mundo social. I (por um cidadão comum)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;estive a reparar e a pensar o quanto penso e nada faço a respeito desses pensamentos. na década passada não pensava tanto assim. agora são tantos problemas pra pensar. estou até fumando com meus filhos. sabe, aquele cheiro doce sempre apeteceu meus sentidos! ele mexia comigo desde que meus primos me enchiam o saco lá no posto agro-pecuário. daí eu fumo quando chego em casa e fico pensando. e acho graça das coisas e das crianças. e pela manhã eu saio para tentar trazer algo para comer no final do dia. e para garantir mais alguns momentos de pensamentos engraçados. o emprego enche o saco. e vi que gasto mais horas fazendo nada de saco cheio, mau-humorado do que fazendo nada brincando, pensando e rindo das coisas. a brincadeira realmente não faz parte da vida de milhões de outros trabalhadores como eu. e pensar sobre isso consumiu todo meu fim-de-tarde de ontem. hoje eu falei com meu mais velho e disse para ele fazer da vida uma coisa boa. uma brincadeira. e brincadeira é coisa séria. é coisa de mudanças, sabe? daquelas que mudam o modo de viver e se relacionar com o próximo e com o meio. ele disse que eu estava era chapado demais. mas eu não sei, viu? acho que estava cansado de tantas provações. mas, realmente, veja só que coisa maluca. o mundo sem trabalho! não teríamos mais quem assinasse os papéis de nossa identidade, não teríamos mais quem produzisse as necessidades mais básicas como o celular, computador e os cigarros com fumo asiático. imagina o homem fazendo tudo aquilo que lhe der vontade... não! impossível, meu deus! o homem não sabe dividir tarefas por si só. as tarefas necessárias são coordenadas pelos nossos fortes estados. dou graças a deus que tudo está direcionado e pré-determinado, que estou seguro aqui em casa. e que eu tenho tempo de sobra para pensar em muita coisa. o trabalho nos mantêm organizados e ocupados para, depois, ficarmos na segurança de nossos lares pensando sobre essas coisas primordiais. taí, que engraçado! porque é que eu não pensei nisso antes? benzadeus!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38492753-458298045426379303?l=notasdeumloucosafado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/feeds/458298045426379303/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38492753&amp;postID=458298045426379303' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/458298045426379303'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/458298045426379303'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/2008/01/aperfeioamento-da-articulao-lgica-e.html' title='aperfeiçoamento da articulação lógica e retórica sob os efeitos da ilusão da coesão hierárquica do mundo social. I (por um cidadão comum)'/><author><name>Barrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895479943056846099</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38492753.post-906516290714285923</id><published>2008-01-04T01:48:00.000-02:00</published><updated>2008-01-04T02:21:09.303-02:00</updated><title type='text'>brincando de reconhecer</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;      Descobri o nome daquele que causa os “sinistros”, que minha avó tanto fala. 'Sinistro' era como ela chamava meu tio, o “desastrado” da família. E ele sempre foi uma referência quando eu quebrava algum copo ou derrubava feijão na toalha limpa, pois ela se apressava a contar alguma história de outros "sinistros" cometidos por aquele tio. Sempre achei que não era nossa culpa, e hoje creio que tinha razão. Descobri ainda que quem causa esses "sinistros" é aquele anão corcunda sobre o qual o alemão falava na primeira tese, que se esconde na mesa de xadrez da história e que conduz com cordéis a mão do fantoche que joga. Talvez seja deus, talvez seja simplesmente o acaso. Talvez aquele alemão teria pensado que o controle do jogo provinha de algo mais místico que o acaso, mas prefiro este para entender o papel que aquele anão, o corcundinha, representa.  Se só uma sociedade redimida pode citar seu passado em cada um de seus momentos, e se essas citações só são possíveis no dia do juízo final, da redenção, como disse o teutônico, então durante aquela famosa retomada de nosso passado, segundos antes da morte, quem apareceria para fazer com que reconheçamos inteiramente nossa trajetória seria o corcundinha. Mas qual o sentido de esperar a morte para nos rendermos à reflexão sobre o que estamos fazendo de nós? Se não podemos lutar contra o acaso, contra o imprevisível corcundinha, podemos, ao menos, aprender com ele e retomar os objetivos dos nossos projetos. O que esperamos do porvir quase nunca vem da forma como concebemos inicialmente, assim creio que o que faz a humanidade seguir adiante é a habilidade de lidar com essas casualidades. Não estou dizendo que nossas vidas são feitas somente de acasos, mas sim que essas ocasiões são propícias para refletirmos sobre nossa trajetória, e, quem sabe, mudarmos alguns rumos. O problema é que nunca vemos o corcundinha. Só ele nos vê. Só ele pode lançar um olhar para nós, e é com esse olhar que as coisas começam. Nos resta exercitar nossas habilidades de disputar aquele jogo, de regras eventualmente modificáveis, para percebermos com mais clareza os movimentos das peças. Já que o corcundinha não pode escolher nenhum lado, e efetivamente não escolhe, restou para a humanidade desenvolver uma capacidade – ou mais de uma – eficiente de superar os estragos causados pelo imprevisto, e cada sociedade dá seu jeito. Alguns de nossos modernos antepassados – aqueles que se acreditavam herdeiros do outro lado do Atlântico – temiam o imprevisto e lutaram para vencer o corcundinha. A modernidade – confundida com o capitalismo – criou inúmeras fórmulas e leis para superar esse problema, que atuava (e atua) em todos os espaços da vida. Hoje milhões de brasileiros lutam contra as adversidades da vida cotidiana, mas, ironicamente, para muitos o acaso é na verdade o contrário daquele  que amedrontava nossos queridos antepassados moderninhos – isso para não colocar sempre nossas queridas elites contemporâneas na história. Enfim, descobri o nome daquele que me faz quebrar um copo nas condições mais adversas para que isso ocorra. E descobri que o exercício que fazemos só pode ser feito se reconhecermos as transformações, – no plural, diferentemente do que o alemão pensou – as mais imperceptíveis de todas. Eu posso chorar pelo copo perdido ou dar novos usos para aquelas peças de vidro, aparentemente inúteis.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38492753-906516290714285923?l=notasdeumloucosafado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/feeds/906516290714285923/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38492753&amp;postID=906516290714285923' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/906516290714285923'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/906516290714285923'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/2008/01/brincando-de-reconhecer.html' title='brincando de reconhecer'/><author><name>Barrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895479943056846099</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38492753.post-9219196148287622425</id><published>2007-11-21T13:17:00.000-02:00</published><updated>2007-11-21T13:54:05.886-02:00</updated><title type='text'>As cores são andróginas, vermelho é vermelha. mas não há conflito de gênero: ele só aparece quando relacionamos as cores com os sujeitos e objetos.</title><content type='html'>ela estava caminhando&lt;br /&gt;na avenida movimentada&lt;br /&gt;quando transformou-se em&lt;br /&gt;vermelho.&lt;br /&gt;logo ali&lt;br /&gt;no corredor de ônibus.&lt;br /&gt;transformou-se em vermelho.&lt;br /&gt;ela ia tranqüila e atordoada,&lt;br /&gt;e transformou-se em&lt;br /&gt;vermelho.&lt;br /&gt;num segundo ela era&lt;br /&gt;todo o vermelho que&lt;br /&gt;se via na avenida.&lt;br /&gt;no asfalto quente,&lt;br /&gt;em rostos boquiabertos,&lt;br /&gt;em pára-brisas,&lt;br /&gt;em um motor, em rodas.&lt;br /&gt;agora ela era feita ora&lt;br /&gt;de uma pasta vermelha ora&lt;br /&gt;de um líquido vermelho.&lt;br /&gt;ela se espalhou pela cidade,&lt;br /&gt;oxidou-se em postes metálicos,&lt;br /&gt;misturou-se com secreções oculares,&lt;br /&gt;infiltrou-se nas águas do esgoto, quando a água jorrou&lt;br /&gt;no asfalto.&lt;br /&gt;o primeiro que ficou feliz foi&lt;br /&gt;o cachorro que degustou um pouco daquela pasta&lt;br /&gt;vermelha em que ela havia se transformado.&lt;br /&gt;em pouco tempo, ela estava circulando pela cidade&lt;br /&gt;nos bicos das pombas, nas línguas dos cães, nos olhos dos velhos.&lt;br /&gt;ela estava lá caminhando e&lt;br /&gt;transformou-se em vermelho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38492753-9219196148287622425?l=notasdeumloucosafado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/feeds/9219196148287622425/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38492753&amp;postID=9219196148287622425' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/9219196148287622425'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/9219196148287622425'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/2007/11/as-cores-so-andrginas-vermelho-vermelha.html' title='As cores são andróginas, vermelho é vermelha. mas não há conflito de gênero: ele só aparece quando relacionamos as cores com os sujeitos e objetos.'/><author><name>Barrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895479943056846099</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38492753.post-7355147224757791009</id><published>2007-10-12T23:06:00.000-03:00</published><updated>2008-01-21T17:21:30.485-02:00</updated><title type='text'>diariamente uma mente velha transforma seu legado</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;o velho já não pode mais sair pois dói o pescoço, dói a coluna, dói a pele, doem as costas, doem os órgãos vitais, doem as pernas, doem os músculos, doem os dedos. o velho pensa no dia de ontem e vê a confusão lírica que foi sua passagem. corpos extravasando seus amores e ódios, defenestrando-os para cima de outros corpos. corpos em comunicação. é quase impossível para aquele velho pensar, colocar em forma de palavras, os ritos por ele vivido. mas o pensamento se forma a partir do sentimento que ocupa sua mente insana, carregada de uma imensa soma cosmológica produzida por séculos de civilização. uma mente que se encontrou com seus antepassados mortos e que procurou superá-los. procurou não deixar a centelha se apagar. orientando as ações de seu corpo no sentido de deixar um legado maior que o dos mortos. no sentido de avançar as peças no tabuleiro de forma a surpreender seu adversário. uma mente que movimentava cada peça com o esforço de alcançar a rainha e não o rei, frustrando toda expectativa do adversário. ela não mudou as regras do jogo, mas mudou a forma de interpretar o jogo. ou pelo menos a forma que ensinaram para ela. forçando as mentes que o rodeavam a, pelo menos, encarar outras formas de perceber o jogo, ou melhor a vida. ela sabia que essa metáfora não fazia jus à complexidade da vida. mas ela sabia, também, que a metáfora não precisava ser racional. e para ela, a vida devia mais à metáfora do que o contrário. e os mortos deviam mais à vida. do que a vida aos mortos. mas ela sentia-se em dívida com os legados, pelo menos os que lhe apeteciam, dos mortos. e buscou aperfeiçoá-los. depois de olhar para ontem, a mente do velho percebeu que as dores de seu corpo só se externalizavam porque este corpo agiu. a mente do velho se encheu de hormônios ao perceber que as escolhas feitas para sua atuação, em conjunto com o corpo, geraram as inúmeras dores neste presente. ao perceber-se como criadora de um legado que irá ser superado. as substâncias que invadiram o espaço daquela mente reagiram e conduziram para a face do velho impulsos. surgiu em seu rosto um sorriso. de quem vai sair de casa. na busca de superar seu legado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38492753-7355147224757791009?l=notasdeumloucosafado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/feeds/7355147224757791009/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38492753&amp;postID=7355147224757791009' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/7355147224757791009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/7355147224757791009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/2007/10/diariamente-uma-mente-velha-transforma.html' title='diariamente uma mente velha transforma seu legado'/><author><name>Barrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895479943056846099</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38492753.post-7580509437730820982</id><published>2007-10-07T03:21:00.001-03:00</published><updated>2007-10-07T03:21:02.140-03:00</updated><title type='text'>Trailer# The Bird People in China (1998)</title><content type='html'>&lt;div xmlns='http://www.w3.org/1999/xhtml'&gt;&lt;p&gt;&lt;object height='350' width='425'&gt;&lt;param value='http://youtube.com/v/kzKwr8L3Khg' name='movie'/&gt;&lt;embed height='350' width='425' type='application/x-shockwave-flash' src='http://youtube.com/v/kzKwr8L3Khg'/&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;A eterna vontade de voar.&lt;br /&gt;Lindo, simplesmente lindo!&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38492753-7580509437730820982?l=notasdeumloucosafado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/feeds/7580509437730820982/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38492753&amp;postID=7580509437730820982' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/7580509437730820982'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/7580509437730820982'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/2007/10/trailer-bird-people-in-china-1998.html' title='Trailer# The Bird People in China (1998)'/><author><name>Barrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895479943056846099</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38492753.post-7180402623104364857</id><published>2007-10-07T03:19:00.001-03:00</published><updated>2007-10-07T03:19:25.995-03:00</updated><title type='text'>Braindead (dead alive)</title><content type='html'>&lt;div xmlns='http://www.w3.org/1999/xhtml'&gt;&lt;p&gt;&lt;object height='350' width='425'&gt;&lt;param value='http://youtube.com/v/4b7Mz6JqQhE' name='movie'/&gt;&lt;embed height='350' width='425' type='application/x-shockwave-flash' src='http://youtube.com/v/4b7Mz6JqQhE'/&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Poesia lírica!&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38492753-7180402623104364857?l=notasdeumloucosafado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/feeds/7180402623104364857/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38492753&amp;postID=7180402623104364857' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/7180402623104364857'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/7180402623104364857'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/2007/10/braindead-dead-alive_07.html' title='Braindead (dead alive)'/><author><name>Barrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895479943056846099</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38492753.post-5182589602524680255</id><published>2007-09-22T00:07:00.000-03:00</published><updated>2007-09-22T00:35:36.076-03:00</updated><title type='text'>o fim da noite</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;oh!&lt;br /&gt;e já não há mais tantas forças.&lt;br /&gt;o estômago dói. o intestino não funciona.&lt;br /&gt;a gengiva sangra. a coluna dolorida e torta.&lt;br /&gt;o joelho moído. os olhos ardendo.&lt;br /&gt;e o cérebro continua sempre dando defeitos. talvez agora mais doentios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o fim&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38492753-5182589602524680255?l=notasdeumloucosafado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/feeds/5182589602524680255/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38492753&amp;postID=5182589602524680255' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/5182589602524680255'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/5182589602524680255'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/2007/09/o-fim-da-noite.html' title='o fim da noite'/><author><name>Barrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895479943056846099</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38492753.post-6661520938539318099</id><published>2007-09-21T23:34:00.000-03:00</published><updated>2008-01-21T17:19:04.341-02:00</updated><title type='text'>eu acho que eu já tive um amor...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;"tive sim, outro grande amor antes do teu, tive sim.&lt;br /&gt;o que ela sonhava era os meus sonhos e assim íamos vivendo em paz.&lt;br /&gt;nosso lar&lt;br /&gt;em nosso lar sempre houve alegria.&lt;br /&gt;e eu vivi tão contente.&lt;br /&gt;como contente ao teu lado estou.&lt;br /&gt;tive sim, mas comparar com o teu amor, seria o fim.&lt;br /&gt;então vou calar.&lt;br /&gt;pois não pretendo, amor, te magoar.&lt;br /&gt;pois não pretendo, amor, te magoar."&lt;br /&gt;o amor está em mim. como não poderia estar? podendo. mas ele inexplicavelmente está em mim. e inexplicavelmente ele é uma construção coletiva. logo ele pode ser o mesmo sentimento que você, do outro lado desta rede de relações, sente. mas ele pode ser algo incompreensível para quem não mais está envolvido em uma rede de relações. ele pode ser vivido por uma pessoa só, por duas, ou por várias. ele pode ser esperado por uns, entendido por outros ou incessantemente buscado por mais outros. ele pode também simplesmente não ser inteligível para muitos. e passar desapercebido. eu amo. não sei explicar como. eu amo e sou capaz de não mais procurar quem eu amo, caso a pessoa esteja precisando de estar só. eu amo e sou capaz de remoer amores passados. eu amo e sou capaz de não mais me dedicar a nada. eu amo e sou capaz de escolher a vida e continuar aporrinhado este mundo ao invés de me matar. há muito tempo eu preferi a tolice de viver. desde então eu perturbo o mundo com as várias maneiras de pensar o próprio mundo. não sou capaz de amar todo mundo deste mundo. mas sou capaz de tratar aquilo que eu odeio com um abraço, com um afeto. justamente para corromper as escolhas "naturais" de nossas sociedades. também posso cuspir em pratos depois que a refeição terminou. sim, nunca disse que não sou estúpido. mas isso é outro caso. ou "caos" aqui é outro. (é caos mesmo) amores podem surgir de um aperto de mão. ou só depois de anos de convivência. mas há amores e amores. há tempos que não participo da construção de amores. eu presenciei realizações amorosas, como a participação política de estudantes na universidade. mas não participei dessa realização. senti um amor grande por algumas pessoas libertárias, mas não criei nenhuma espécie de amor entre nós. logo podemos amar, sem nos relacionar também. eu não vou chegar ao ponto de amar nenhum bush, ou fidel. os amores também têm limites. mas será que eles não são amados por ninguém? eu até gostaria que não. mas eles são seres humanos que construíram suas relações ao longo de suas vidas. e em algum momento deve ter havido amor. fidel em suas lutas e bush... er... e bush... e bush quando sua mãe o pariu. ah... o amor é uma construção, como já disse. logo o que é amor para alguém que vive o dia inteiro sob pressão de ser atacado por um policial durante toda madrugada é diferente do amor para alguém que vive no conforto de seu apartamento amparado por um copo de leite quente que a mamãe preparou. será que nós nos amamos realmente? bom, eu já fugi do intuito inicial, então fico por aqui. em pedaços. talvez esses pedaços possam ser completos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38492753-6661520938539318099?l=notasdeumloucosafado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/feeds/6661520938539318099/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38492753&amp;postID=6661520938539318099' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/6661520938539318099'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/6661520938539318099'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/2007/09/eu-acho-que-eu-j-tive-um-amor.html' title='eu acho que eu já tive um amor...'/><author><name>Barrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895479943056846099</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38492753.post-3224531811002507650</id><published>2007-09-21T22:53:00.000-03:00</published><updated>2008-01-21T17:17:15.307-02:00</updated><title type='text'>o medo de perder o medo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;outro dia estava eu cortando caminho pelo parque farroupilha. o parque da República. de bancos de fins do século XIX. de sociabilidade da burguesia emergente sulriograndense. com passarelas sobre um pequeno lago, hoje sujo e fétido. com árvores que te fazem esquecer o gosto do ar urbano. o melhor adjetivo para ele hoje seria democrático. mas na verdade ele nasceu republicano. e sua suposta democracia só mata a fome da alma "popular" em dias de domingo e feriados. principalmente nos que têm passe-livre para toda população. sim. passe-livre. quanta democracia. pois bem. estava eu esquecido do trânsito urbano. perdido em meio ao som quase provinciano do parque até que fui surpreendido por um corredor que vinha logo atrás de mim. o senhor estava simplesmente tentando, em seu tempo livre, curar o coração de suas gorduras ingeridas ao longo de sua vida de gaúcho. ou exercitando seu pulmão podre de 20 anos de acondicionamento de nicotina. ou sei lá o que. o que interessa, e isso sim é instigante, é que eu me virei assustado e tenso. talvez pensando que estava sendo abordado por um possível corpo que escolheu a via do liberalismo cotidiano da urbe: saques e motins. sim. era isso. esqueçam o talvez. o homem chegou a pedir desculpas, sem parar sua corrida pela recuperação de sua saúde. ele percebeu claramente minha feição de tensão. refletindo sobre o ocorrido percebi o quanto vivemos sob tensão. todo o tempo. estava eu em um parque, cortando caminho para chegar em minha passagem de porto alegre. e me dou conta do quanto o mundo moderno (muitos diriam com a boca cheia: pós-moderno, seu “out”!) nos deixa tensos. e a tensão vem de todos os lados. desde a televisão até na literatura. sim. até nesta tão gostosa fuga. tensão em kundera, tensão em bukowski. não é a boa tensão. aquela sobre a qual realizamos nossas práticas cotidianas e que nos faz mover. mas a tensão no sentido de fobia. de medo. medo das ruas. medo da sombra que vem logo atrás de você. sentimento criado. porém sentimento sentido. vivido. chegam a criar até mesmo uma instituição para afastar esse medo. por isso não é de se assustar que a polícia declare que já fez por volta de 40 mil detenções e que espera chegar aos 70 batendo o número do ano passado. e deixando como eles disseram todas as famílias tranqüilas. porque as famílias têm medo. e deixar sua liberdade de ir e vir sob a guarda da brigada militar. ainda sou totalmente contra a instituição da polícia. mas me vi inserido por instantes na prática social que este mundo nos ensinou. pelo menos em parte dela, a do medo. e nossa sociedade parece ter medo de perder o medo. porque desaprendemos a viver sem a polícia. porque ela parece algo que está na ordem natural das coisas.&lt;br /&gt;vivendo na utopia de perder o medo e encarar todos como senhores de seus destinos posso até me deparar com uma alma que esteja a ponto de agir segundo a ordem que o medo neoliberal nos ensinou. mas aí é outra história. porque tudo pode acontecer. e eu prefiro romper com o medo urbano.&lt;br /&gt;uma pessoa que vive de sonhos. e sonhos envelhecem... ah, como envelhecem! ou foi só a alma amargurada que envelheceu durante sua vil existência? não sei, talvez no futuro alguém dirá: "um gordo que procurou viver..." triste, mas passível de ser verdadeiro.&lt;br /&gt;enquanto espero não ser como eles, não tenho tanta certeza de que não sou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38492753-3224531811002507650?l=notasdeumloucosafado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/feeds/3224531811002507650/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38492753&amp;postID=3224531811002507650' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/3224531811002507650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/3224531811002507650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/2007/09/o-medo-de-perder-o-medo.html' title='o medo de perder o medo'/><author><name>Barrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895479943056846099</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38492753.post-7510206152938182590</id><published>2007-07-21T11:20:00.000-03:00</published><updated>2008-01-21T17:15:25.368-02:00</updated><title type='text'>Para se encontrar é preciso  se perder</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A vida é a eterna luta para manter o intestino em funcionamento....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradeço vossas palavras bonitas.... mas não podemos negar minha mediocridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escuto Cartola, ele me diz para disfarçar e chorar...&lt;br /&gt;Disfarçar eu até consigo... chorar é que não... Daí meu pranto irriga é meu coração que fica cada vez mais fraco... Ao invés de molhar o deserto como o Mestre prometeu...&lt;br /&gt;Penso que preciso ir... andar, sorrir já que não choro... assistir o sol, ver as águas do rio grande, ou vir a cuíca cantar... renascer, reviver...&lt;br /&gt;Eu te deixo ir caro Mestre, anda como um vagabundo... Perambule pelas ruas. elas são tuas...&lt;br /&gt;O mundo pode ser um moinho, mas pode ser uma bela de uma privada de rodoviária... ou de um quintal imundo dos anos cinqüenta... Em pouco tempo não seremos mais o que somos... E o moinho pode até triturar nossas ilusões, mas é a privada que irá fuder nossas genitálias e nosso reto. Cuidado com o cinismo.&lt;br /&gt;Tive amor sim! Antes do teu, sim! E vivia contente, como vivo contigo... Mas comparar com o teu amor é o fim... Então calo pois não pretendo, amor, lhe magoar... Mas pensando bem... se não pretendemos magoar porque começamos a falar? Porque gostamos. Amamos. E assim, somos sinceros.&lt;br /&gt;Deixe-me ir? Mal conheço a vida, não sei meu rumo. Mas preciso andar. Não estou resolvido, e minha vida ficará em cada esquina... Mas quero nascer. Quero viver.&lt;br /&gt;Cavei o abismo com meus pés. E sairei dele com minhas mãos.&lt;br /&gt;Espero não quebrar as promessas que eu nunca fiz... Espero estar junto, trabalhando até o dia que tivermos o suficiente. E quando o suficiente for suficiente para mudar... Mudaremos....Espero não quebrar as promessas que fiz a mim mesmo, enquanto criança...&lt;br /&gt;Mas preciso ir... preciso andar...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38492753-7510206152938182590?l=notasdeumloucosafado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/feeds/7510206152938182590/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38492753&amp;postID=7510206152938182590' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/7510206152938182590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/7510206152938182590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/2007/07/vida-eterna-luta-para-manter-o.html' title='Para se encontrar é preciso  se perder'/><author><name>Barrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895479943056846099</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38492753.post-8090101370509407493</id><published>2007-07-01T23:20:00.000-03:00</published><updated>2008-01-21T17:27:57.568-02:00</updated><title type='text'>fragmentos sobre aqueles que estão reunidos em uma pessoa só</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;tocando os pés daquele senhor, naquele quarto escuro com um cheiro acre, ele pensava em descrever aquela sensação de angústia e alívio. ele sabia que aquela massagem o conectava àquele homem deitado naquela cama inclinável. e doía quando batia às portas de seus pensamentos uma idéia moribunda, que sempre lhe deu calafrios. a idéia de que poderia ser a última massagem. mas isso não lhe preocupava. eram dores constantes, logo, já não tinham tanto impacto sobre seu corpo. o que importunava sua mente era o fenômeno que ele estava ainda por nomear. era a situação vivida ali, durante aqueles poucos minutos de cumplicidade desproporcional. mas os dois pareciam saber que aquele momento eram deles. aquela massagem parecia como uma tradição secular de demonstração afetiva. à frente daqueles dois corpos unidos pelo vai-e-vem que suas almas faziam, caminhando de um corpo a outro, a televisão estava ligada entretendo superficialmente os dois olhos daquele senhor, que havia se entregado ao ritual. ela fazia o simples papel de iluminar com diferentes cores aquele quarto escuro conformando o cenário daquela união.&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;naquela tarde fria e ensolarada aqueles jovens percorrem alguns quilômetros com o sol tocando suas faces amareladas. eles conjecturam sobre o futuro, sobre seus desesperos, suas utopias coletivas e frustrações mundanas. eles acham engraçado querer construir algo em coletividade ao mesmo tempo em que se sentem, individualmente falando, incapazes e inúteis. riem com tanta intensidade que chegava a sair lágrimas de seus olhos. ao encontrarem o local desejado para compartilhar a tarde e a noite que logo chegaria eles se esticaram numa grama verde e macia. justamente como ela queria, mas não tanto como ele imaginava. as gargalhadas sinceras e cúmplices transformam-se em olhares profundos que dialogam entre si numa sintonia estranha e magna. estranha é também a intensidade dessas tardes que eles costumavam compartilhar. compartilhando mundos e nunca se fechando para eles. reunidos numa pessoa só eles deixavam seus corpos e almas se comunicarem com o resto da comunidade à qual estavam integrados.&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;seguindo seus desejos de unir-se com sua amiga de forma diferente das já tinha vivenciado, ele pega aquelas pernas macias e carnudas, sentindo as gorduras de suas mãos entrando em contato com as gorduras das pernas dela. e aproxima estas ao seu rosto, respirando junto àquelas canelas um ar quente e úmido. os corpos dos dois se contraem de prazer. de um duplo prazer. ele por massagear os pés dela e receber carícias em seus joelhos. ela por fazer essas carícias e receber aquela massagem. a intensidade daquele momento fez com que seus corpos se comunicassem num ritmo estremecedor. suas almas se encontravam de tempo em tempo. e a cada encontro um tremor abala as estruturas de seus corpos.&lt;br /&gt;corpos e almas reunidos numa pessoa só.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38492753-8090101370509407493?l=notasdeumloucosafado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/feeds/8090101370509407493/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38492753&amp;postID=8090101370509407493' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/8090101370509407493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/8090101370509407493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/2007/07/fragmentos-sobre-aqueles-que-esto.html' title='fragmentos sobre aqueles que estão reunidos em uma pessoa só'/><author><name>Barrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895479943056846099</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38492753.post-5570143064936569130</id><published>2007-05-19T16:44:00.000-03:00</published><updated>2008-01-21T17:29:03.854-02:00</updated><title type='text'>os bárbaros ou a eterna vontade de romper com a catástrofe</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- exceder. é o que me falta. tenho medo de me tornar um novo rémy. não que ele seja medíocre. não apoio esta tese. não quero é me arrepender daquilo que deixei de fazer. ficar pensando a vida toda em escrever "memórias póstumas de brás cubas" é o que não quero.! prefiro escrever as 'memórias de um porco doente'. o importante aqui não é, na realidade, escrever memórias mas fazer algo que possa, mais tarde, ser propulsor da vida. ou seja, produzir sem medo, não importando se o trabalho será reconhecido ou não. pois a partir disso poderemos execer. tirar as máscaras e sermos humanos - ensinamento herdado de uma linda professora que lia cioran, iracema. mas somos tão frágeis. e não conseguimos encarar a morte com naturalidade como cioran o fez. mas deveríamos. tenho medo de morrer, e como rémy talvez o medo seja na realidade de perder algo que não mais possuo. só que no meu caso não é o passado que vivi, mas o não vivido, e o porvir. tenho medo de perder o porvir e viver perdido num limbo (agora defendo sua existência) aonde o que foi possível nunca mais será. é como que um mundo novo, ou uma proposta presa em uma bola-de-gude. que viverá enquanto bola, porque quando a bola se desfizer a proposta se romperá, tornando-se uma enorme gama de possibilidades. possibilidades já não mais executáveis na ocasião em que se cristalizou. possibilidades que poderão ser perdidas ou incorporadas por novos 'rémys', que novamente temerão pelas boas oportunidades perdidas.&lt;br /&gt;- "hey! então, preste atenção nas oportunidades que não perdestes ainda!"&lt;br /&gt;- sim senhor, peligro! é sempre bom conversar contigo.!&lt;br /&gt;- "disponha"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38492753-5570143064936569130?l=notasdeumloucosafado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/feeds/5570143064936569130/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38492753&amp;postID=5570143064936569130' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/5570143064936569130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/5570143064936569130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/2007/05/os-brbaros-ou-eterna-vontade-de-romper.html' title='os bárbaros ou a eterna vontade de romper com a catástrofe'/><author><name>Barrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895479943056846099</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38492753.post-2513581091075907813</id><published>2007-05-12T19:54:00.000-03:00</published><updated>2008-01-21T17:29:58.875-02:00</updated><title type='text'>Precisamos nos encontrar</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A vida surpreende a cada nova morte de um segundo. É no segundo que o pensamento nos permite conectar realidades, teorias, textos, produções humanas no geral. Na verdade, em um primeiro segundo fazemos uma aproximação entre duas produções aonde procuramos observar as possibilidades de diálogo entre elas. E num outro segundo conseguimos – por estalos, após meses, senão anos, dando murros em ponta de faca – fazer a conexão de determinadas realidades. Creio, realmente, que o trabalho de atentar para o resto do mundo enquanto estamos obstinados a enfrentar um único objeto é crucial para ir além das fronteiras do senso comum. Para avançar em questões novas e que, por vezes, e muitas por sinal, passam desapercebidas.&lt;br /&gt;Muitos de nossos princípios talvez venham de lugares nunca visitados ou imaginados. Talvez o tempo seja uma chave para este baú lacrado quase esquecido no fundo do porão. Ao tratar do passado - e porque não o presente? - devemos ter em mente que nossas experiências sofrem influências das marcas do passado. Pensar que essas experiências como um amalgama de histórias: a vivida, a pesquisada, a estudada, a analisada, a narrada, (como nos ensinou Lucília Delgado, mas também) a ensinada, a almejada, a oficializada, a sentida, a documentada, a (re)lembrada.&lt;br /&gt;Percebi que a conexão entre o eu e o você é maior do que imaginamos. Maior que nossos umbigos!&lt;br /&gt;"Deixe-me ir, preciso andar. Vou por aí a procurar, sorrir pra não chorar. Quero assistir ao sol nascer. Ver as águas dos rios correr. Ouvir os pássaros cantar. Eu quero nascer, quero viver... Se alguém por mim perguntar, diga que eu só vou voltar depois que me encontrar. Deixe-me ir..."&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38492753-2513581091075907813?l=notasdeumloucosafado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/feeds/2513581091075907813/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38492753&amp;postID=2513581091075907813' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/2513581091075907813'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/2513581091075907813'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/2007/05/precisamos-nos-encontrar.html' title='Precisamos nos encontrar'/><author><name>Barrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895479943056846099</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38492753.post-1891184073980267909</id><published>2007-05-01T14:58:00.000-03:00</published><updated>2008-01-21T17:30:38.697-02:00</updated><title type='text'>rascunhos sobre o velho</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;é... e o velho continua andando pelas sombras e sobras. escondendo suas rugas e desencantos. procurando não deixar escapar de si que ele sente, como que tatuado em sua testa, suas rugas e desencantos. anda confundindo, em sua solidão, saudade e alívio daquilo que já passou, daqueles que passaram por ele. e não crê mais nos sonhos. aliás, já não há mais espaço para as ilusões de outrora. se sente como um vendedor de si mesmo, e crê que oferece mais do que recebe. na verdade ele não consegue mais sentir prazer, a não ser quando tenha algo para oferecer. hoje em dia já não tem mais nada para oferecer, mas ainda não sabe disso. o velho anda pensando sobre suas conquistas, seu trabalho, sua falecida esposa, suas amantes, sua vida. e mais, se questionando se ele chegou a escolher tudo isso, ou simplesmente aceitou as escolhas alheias. e discute com seus botões sobre seu caráter: "somos sinceros ou hipócritas?". ele mal sabe que as situações de sua vida foram sempre assim, conflitos de interesses díspares que aceitavam múltiplas negociações e interpretações. o velho não percebeu em suas reflexões que, durante esses conflitos, sempre preferia se calar.&lt;br /&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38492753-1891184073980267909?l=notasdeumloucosafado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/feeds/1891184073980267909/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38492753&amp;postID=1891184073980267909' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/1891184073980267909'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/1891184073980267909'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/2007/05/rascunhos-sobre-o-velho.html' title='rascunhos sobre o velho'/><author><name>Barrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895479943056846099</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38492753.post-7995961894891987475</id><published>2007-04-20T21:43:00.000-03:00</published><updated>2007-04-20T23:28:58.289-03:00</updated><title type='text'>esquecimentos de miramar</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;é a dor de não saber ver ou a lamúria de ver demais que tem causado transtornos mentais naquela cabeça. cabeça dura que não sabe mais como se brinca com as palavras. que não conecta mais vida e morte ou que ignora sua vida desejando sempre a morte. o desejo de ouvir os mortos também faz dele uma estúpido prosador. prosador que, no fundo, gosta do que faz e acredita no que faz, apesar de não mais entender suas principais funções, ou antes, apesar de questionar (a necessidades d)as funções do seu trabalho. uma mente em crise constante, melancólica e nostálgica. no sentido melancólico e nostálgico que um velho puteiro, caído aos pedaços - fragmentos da luta que o tempo media - tem. é a dor de não ver o hoje ou de não se perceber enquanto vivo. é a dor de não saber instigar novos 'perceberes' ou o pesar de não ter agido em favor das vidas dos mortos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;miramar     miram ar     mira mar     mirar amar     mirar y amar&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;(os "carlos" sempre inspiram um desejo de mirar e amar!)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38492753-7995961894891987475?l=notasdeumloucosafado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/feeds/7995961894891987475/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38492753&amp;postID=7995961894891987475' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/7995961894891987475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/7995961894891987475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/2007/04/esquecimentos-de-miramar.html' title='esquecimentos de miramar'/><author><name>Barrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895479943056846099</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38492753.post-6217702768830492066</id><published>2007-04-08T23:53:00.000-03:00</published><updated>2007-04-08T23:59:56.123-03:00</updated><title type='text'>Citação</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;"É um corpo eternamente incompleto, eternamente criado e criador, um elo na cadeia da evolução da espécie ou, mais exatamente, dois elos observados no ponto onde se unem,onde entram um no outro."(BAKHTIN, Mikhail)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Utilize-se&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38492753-6217702768830492066?l=notasdeumloucosafado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/feeds/6217702768830492066/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38492753&amp;postID=6217702768830492066' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/6217702768830492066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/6217702768830492066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/2007/04/citao.html' title='Citação'/><author><name>Barrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895479943056846099</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38492753.post-4744732043152841716</id><published>2007-03-29T21:34:00.000-03:00</published><updated>2008-01-21T17:32:36.698-02:00</updated><title type='text'>pessimando liberdades</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;foi bonito diferente e inspirador. depois de tanto esperar e de tanto 'pessimar' a vida, 'pessimo-a' de forma utópica. utopismo pessimista. talvez. gosto de estar perto de idéias. e há pessoas que são simplesmente idéias. hoje estive cercado dessas idéias. maravilhosas, inovadoras, esperançosas, criadoras. a dramatização das idéias em cenas de teatro modificou-me. os mortos nada esperam de nós. nada. mas muitos de nós esperamos algo deles. respostas. respostas que eles não podem dar. talvez possamos dar a eles algo. não seria bem respostas. algo como a ressuscitação de possibilidades que não se realizaram. algo como uma (re)inflexão desses compossíveis não-realizados na atual realidade. realizando, assim, compossíveis não-realizáveis, que se consumarão em possibilidades de trabalho para novas idéias que ainda nascerão. catástrofe? pessimismo crítico. utópico? espaço e tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;as idéias podem arrancar centelhas de esperanças soterradas nas ruínas da tradição do conformismo que beneficiou a (ir)racionalidade da barbárie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;"tá difícil? Descartes."&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38492753-4744732043152841716?l=notasdeumloucosafado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/feeds/4744732043152841716/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38492753&amp;postID=4744732043152841716' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/4744732043152841716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/4744732043152841716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/2007/03/pessimando-liberdades.html' title='pessimando liberdades'/><author><name>Barrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895479943056846099</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38492753.post-4115108596810365182</id><published>2007-03-25T14:16:00.000-03:00</published><updated>2007-03-25T17:05:35.920-03:00</updated><title type='text'>Reconciliando o intelecto</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia iniciado este processo devido a forças internas que impeliram meus pensamentos para os criptogramas virtuais. Cessei por semanas o envio desses pensamentos para o sistema internacional de informações, devido a esforços externos que me conduziram a outros problemas. Peço desculpas às minhas pobres letras por ter, de certa forma, brincado com seus sinceros sentimentos. Não fora por mal, sabeis muito bem. Sinto saudades tuas e dos aforismos que criamos juntos - com dores e estimulantes físicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito tempo se passou desde a última vez, mas gostaria de traçar um diálogo consigo sobre nossos pequenos depositários de expectativas. Todos pensamos possuir um ou mais deste gênero, mas esquecemos que não podemos possuir algo que não existe. Ajude-me aonde puder, mas se o que possuímos é uma expectativa, não possuímos mais do que sonhos baseados em ilusões que nós criamos e demos o status de 'sinais concretos de possibilidades'. Acredito sim, que estes sinais são gerados através de uma relação, então que os enxerga não é o único responsável pela sua existência. Mas acreditamos, eu e você, em algo que vai além disso: quem sustenta a expectativa tem ciência de que o que espera faz parte de um todo; por outro lado que ajuda a sustentar tal expectativa, o pode fazer sem a percepção desse todo que o outro imagina. Por isso ele não existe na totalidade do real. Só existe para o indivíduo, não para o coletivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há, porém, casos excepcionais como a sustentação de uma expectativa mútua. Você depositou muitas esperanças em mim, colocou-me no monte Olimpio e me deu asas maiores do que eu suportava, por minha vez eu a pensei como minha salvação não-humana capaz de conduzir-me aos prazeres de compartilhar os pesos reflexivos da minha mente culpada, culposa. Mas ambos se enganaram, e feio. A relação entre nós deve ser de respeito mútuo, no que diz respeito aos nossos limites. Já apontei os teus e você os meus, e o melhor de tudo é que reconhecemos nossos próprios erros imersos nas linhas compartilhadas. Ainda acreditamos que podemos lutar unidos com nossas únicas armas, as idéias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por essas e outras razões que não quero mais conflitos longos e silenciosos como este último. Espero poder trabalhar junto a ti na construção da nossa bizarra argumentação dita pós-contemporânea. E seguindo pensando as gerações futuras ao mesmo tempo em que despertamos para as nossas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;“Ninguém pode aterrorizar uma nação inteira a menos que sejamos todos seus cúmplices.”&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;"Boa Noite e Boa Sorte"&lt;br /&gt;Edward R. Murrow&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38492753-4115108596810365182?l=notasdeumloucosafado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/feeds/4115108596810365182/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38492753&amp;postID=4115108596810365182' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/4115108596810365182'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/4115108596810365182'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/2007/03/reconciliando-o-intelecto.html' title='Reconciliando o intelecto'/><author><name>Barrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895479943056846099</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38492753.post-2150823716849956227</id><published>2007-02-12T00:24:00.000-02:00</published><updated>2007-02-11T20:26:32.755-02:00</updated><title type='text'>Barreira da insegurança</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Mais do que as ações que sentimos segurança em praticar. Ás vezes devemos arriscar e ultrapassar as barreiras que impusemos a nós mesmos. Dizem por aí que quando um não quer, dois não brigam. Penso que superar o senso comum é doudo, mas muito mais produtivo é aprender com ele, deixar que ele decodifique novos conhecimentos. Cheguei em um nível de que nada sei, que nem sei mais se eu sei disso. Nada, deve ser paranóia. Sempre foi. Na verdade o que dói não é ver potencialidades sendo barradas de forma brusca e brutal, mas sim ver que isso não é percebido, ou é simplesmente olvidado, obliterado. Não temos tempo para prolixidades, logo vamos ao que interessa.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;As muralhas que construímos para nos proteger do resto do mundo, também pode nos isolar dele. Mas isso não é aquele joguinho de extremos, pelo contrário, uma cousa completa a outra, e digo mais, uma cousa é a outra. (Se essas duas características possuem um comportamento tão semelhante deveríamos tratar delas do mesmo modo?) Os pensamentos me enganam, e somente quando estou botando pra fora é que percebo. Afinal, qual era o intuito inicial deste texto? Já não sei mais responder isto. Esses últimos dias eu ultrapassei muitas barreiras criadas ao longo da minha existência. O que tiro disso? Que importa a minha experiência? Está bem, só disse isso porque ainda não sei o que tirar disso. Pelo menos até agora. Pois agora tudo está ficando um pouco cinza. Mas posso adiantar que é bom romper essas barreiras, o que não significa que elas deixaram de existir, eu simplesmente fui além delas. Já é um começo, que terá um desfecho. “É preciso mudar para permanecer o mesmo”. No meu tempo era, “é preciso mudar para que essa porra não permaneça como está!” Mas muita cousa muda. Antes de mim a primeira frase já tinha produzido efeitos extraordinários neste mundinho.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Outro dia me perguntaram se tenho fé. Sabe, aquilo que é capaz de conduzir uma vida? Aquilo que se sente quando o desespero vem em sua direção. Eu não soube responder. Quando se perde todos os valores, é um tanto quanto complicado responder esse tipo de questão. Na verdade o complicado é edificar, em palavras, os ‘novos’ tipos bizarros de valores que te consomem, se é que podemos chamá-los de valores. Num dia diferente deste, porém não menos igual, me perguntaram para que serve a vida. Como alguém pode ser capaz de me perguntar isso? Sou eu quem faz este tipo de pergunta. Como ficamos? Sem explicação, porque eu apesar da necessidade de uma explicação, eu procuro ainda fechar os olhos para ela, e abri-los somente quando for capaz de me fazer entender. Mas já deixo uma pitada de pimenta neste caso: onde estamos procurando a resposta? E mais, seria esta realmente a pergunta a se fazer? Será que não há outras questões para o mesmo assunto?...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Enfim, romper barreiras pode tanto te conduzir para um estouro da boiada, quanto levá-lo para uma rua no momento de um tiroteio. Dá no mesmo? Ah, sei não hein?  Sinta a diferença. Avançar é mais uma forma de lutar contra os maiores temores que possuímos. Agora, seria ta simples reconhecer e enfrentar isso? Esta manhã eu esperei por aquela ligação que nunca aconteceu. Vez ou outra, penso em parar quando o suficiente é suficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“i believe in something, but i don't know what it is. it's either the future or the end. it's every reason that i do or don't get out of bed.”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38492753-2150823716849956227?l=notasdeumloucosafado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/feeds/2150823716849956227/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38492753&amp;postID=2150823716849956227' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/2150823716849956227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/2150823716849956227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/2007/02/barreira-da-insegurana.html' title='Barreira da insegurança'/><author><name>Barrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895479943056846099</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38492753.post-117012939462947036</id><published>2007-01-30T01:51:00.000-02:00</published><updated>2008-01-21T17:40:30.500-02:00</updated><title type='text'>Forte como Peroba...</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;strong&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Estava pensando nas tradições. Certo dia ouvi esta máxima: “forte como uma peroba e livre como um vento”. Corri atrás de sua autoria. Picchia. Mas só para constar, porque não estou dando a mínima para análises profundas agora. O cara veio de uma tradicional família paulistana e, como todo bom literato foi tudo, político, jornalista, banqueiro, advogado e todas essas profissões que envolvem a palavra. Daí botei o Teco para funcionar e ele me informou como a tal da tradição é importante para a formação das vidas das pessoas. Aquela pequena frase pode ter levado milhares de brasileiros (só porque nasceram neste território) a se pensar enquanto tais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Relativizando minha fala: a frase solta pode fazer sentido em vários aspectos, mas no corpo do seu texto original ela faz alusão ao caboclo, que um dia, por desejo dos pais, será doutor. Agora sim faz um pouco de sentido a frase acima. Isso mesmo, pouco. Se pensarmos a palavra doutor hoje, veremos que ela se assemelha um pouco do sentido de outrora. Talvez naquele momento o doutor poderia significar ter cargo público e tudo mais, bem como o título das famigeradas “Faculdades”. Hoje sabemos que é o título doutoral é dado a quem o defende. Porém ainda vemos por aí pessoas sendo chamadas de doutor sem ao menos ter cursado a graduação, ou somente passou por ela. É o caso dos médicos, advogados, juízes, mas também dos deputados, senadores e outros “ilustrados”.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sim, a duração é longa. E a república continua dos doutores. Um grande exemplo de tradição firmada pelos “construtores da nação”, que pelo visto está se reformando desde seu início. Processo lento, gradual e seguro. Seguro à nação. Mas cá pra nós, o que é esta nação. Ou melhor, quem é ela? Ah, eu me canso de pensar nesses termos. Já estamos cansados de ouvir minhas reclamações sobre isso. Estamos, porque concordo com todos vocês quanto às minhas reclamações chatas e inoportunas. Mas se eu não puder ser inoportuno, simplesmente REproduzirei tudo, como antes, ou seguindo este tempo. Tempo sombrio, tempo límpido. Ambivalente ou contraditório, escolha suas palavras, suas idéias.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ao negar tudo estaríamos simplesmente fugindo? Ou colocando os pés em nossas próprias vísceras e infectando nossa organização vital? Mudança de comportamento, ou facilidade diante dos problemas? Negar quer dizer destruir? Não somente. Será que ao destruir não estaremos instruindo, construindo algo? Limitados e castrados pelas idéias, somos ao mesmo tempo capazes de fomentar, através delas, vidas novas. Ás vezes penso: Será que não estamos na tradição da mudança? Mas esta mudança é, para nós, sinônimo de alternância de governos. Ai, se os cientistas políticos tivessem acesso a isto.&lt;br /&gt;Voltemos, então, ao princípio. A contravenção muitas vezes mantém em suas supostas radicais transformações, ranços do tradicional. Vide as feministas do final do XIX e do início do XX no Brasil, ou ainda o governo Stálin. Esses processos carregaram em si muito daquilo que negavam, até mesmo como forma de se auto-afirmar e de suportar suas plataformas, se é que podemos falar disso no primeiro caso. Enfim, as tradições também são importantes nesses processos. Quantas divagações para nada. Inventei a roda! Ah. Às vezes eu gosto de ser óbvio. Ou de perceber que o sou depois que estou preste a terminar um texto.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ao iniciar este pequeno processo, que chega ao seu limite, a intenção era dizer sobre a importância da tradição nas vidas das pessoas, e acabei, como sempre e isto está virando moda, desvencilhando outros incômodos. Mas retomo o início. É fácil observar como a tradição é importante para nós. Na meio rural, nas cidades, na vida social, no trabalho em qualquer lugar, as crenças, mitos, hierarquias que construímos são feitas em favor da lógica do processo de sociabilidade. Sem elas fica difícil de imaginar algo em funcionamento. Quem diria, eu dizendo isto. Porém com isto não estou dizendo que abandonei os pensamentos líricos e libertários, pelo contrário, estou assumindo que neste pensamento tudo acima enumerado é também de suma importância para a harmonia buscada, mas claro com níveis e funcionamento totalmente distinto do que estamos acostumados a pensar, viver. Veja a tradição oral. Ela é importantíssima para os trabalhos agrários, para os ofícios manuais, para os ofícios intelectuais e até mesmo para a cultura anarquista.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Depois de defender meu cu do ataques de nabas voadoras retorno, novamente. A tradição da peroba, forte e imbatível se sustenta mesmo com refutações dessas idéias por cientistas (doutores) que afirmam sobre sua falsa resistência às intempéries. Sua força é tamanha que ultrapassa gerações e forma seus indivíduos-coletivos. É essa tradição que é capaz de formar, ao mesmo tempo, um novo Abílio Diniz ou Oswald Andrade, ou Prestes, ou Cecília Meirelles, ou Rainha Vitória ou o José, ou a Antônia, ou a prostituta Maria, ou o padeiro Manoel, ou a costureira Josefina, ou você ou eu ou ad infinitum.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quanta miscelânea. Quanta confusão. Quanto sobrecarga. Quanto lengalenga.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Agora, para fechar, me diga por que não podemos ficar?&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Diante do nonsense do mundo por que preciso explicar esta postagem?&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;O mundo continua dormindo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trechos que me incomodam:&lt;br /&gt;"And tomorrow we'll take aim, just like a storm waiting for a calm. I can feel everything coming in my chest, my heart's already pounding, my head's on far-off highways, sixteen years old, on a road that never ends. Might drive into something that looks like a sunset, and it lasts forever, and i never look back"&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;"We move in 4/4 time. Our feet on wheels and in the sky. Yes we're going cause we'd die if we stayed here. And those dying dreams will carry what's good, and real, and pure. And the rest can burn in hell"&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;"Every shortcoming has trapped us, every mistake is now our own infinite failure. So we steal every chance we get. Every advantage is taken when no one's looking. We hide behind closed doors. And we don't stop until we are the people we've decided we should be. I wanna be a shot heard round the world, fucking unstoppable. This distance is not something we'll regret from here, and now, and today, and forever, and days after that till the very end."&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38492753-117012939462947036?l=notasdeumloucosafado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/feeds/117012939462947036/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38492753&amp;postID=117012939462947036' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/117012939462947036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/117012939462947036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/2007/01/forte-como-peroba_30.html' title='Forte como Peroba...'/><author><name>Barrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895479943056846099</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38492753.post-116951036556270248</id><published>2007-01-22T21:51:00.000-02:00</published><updated>2008-01-21T17:39:59.100-02:00</updated><title type='text'>A encantadora ilusão de poder</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Ás vezes me pego pensando em cousas que eu poderia fazer. Traço metas e propostas maravilhosas e cheias de coesão. Porém, isso sempre acontece durante uma caminhada, espaço temporal em que me desligo dos problemas reais, culminando na obliteração da maioria das idéias que formulei. Já pensei até em andar com um caderninho. Talvez um gravador ajude. Mas o pensamento é mais rápido do que minha capacidade de verbalizar. Bom, até agora isso não tem nada a ver com o que falaremos, estou só a florear (ou antes, a enrolar) este textículo. Deu tempo até de engajar neologismos. Ok, comecemos.&lt;br /&gt;Estava eu, nesses dias depressivos de calor insuportável, (estava tentado a falar infernal, mas não compartilho com a idéia de que o inferno é infernal, oops! quero dizer insuportavelmente quente.) matutando um infeliz pensamento sobre o homem. Infeliz em dois sentidos: o primeiro é a tristeza que sinto ao pensar sobre nós, mas também por que eu não avanço muito quando penso nisso. É a tal do desenvolvimento sustentável.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Após horas de atenção dadas a palestrantes “ilustres”, a documentários, a leituras, a discussões, a opiniões de amigos fiquei perplexo com tantas possibilidades. Certo jornalista, em um “bate papo” chegou a dizer que uma hora teremos que encarar os dados e modificar nossos costumes. Mas quem é o cara? Quais são os dados? As fontes? Devem estar me indagando os mais chatos historiadores em formação. Não estou a fim de estruturar este texto no sentido acadêmico de ser, então, vão pro raio que os parta! Calma, isto é só pra quem necessita de notas de pé de página e referências bibliográficas para sobreviver. Você, meu caro leitor, não é, deveras, assim. Retomando. Sim! Eu concordo com esta criatura! O capitalismo não é algo natural que sempre existiu, não é a máxima das sociedades. Ele foi construído, é construído, está se construindo. Ou seja, ele também não foi o mesmo desde seu natalício. Ele foi moldado por nós, humanos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Não é intenção manifestar-me a favor ou contra o fim do capitalismo. Não. Mas é deixar claro, que podemos modificar sim, nossos costumes, e forma de vida. Vejo as pessoas colocarem: “mas é tão difícil imaginar o mundo onde todos são iguais!” “Eu não me imagino sem banheiro!” Ok, a questão não é esta. Mas sim, repensar, ou antes, pensar – pois às vezes nem chegamos a fazer isso – no nosso modo de vida. Estamos, sinceramente e com pesar que digo isso, condicionados, mas temos a possibilidade de extrapolar várias condições e limites. É claro que podemos ser chamados de “punks”, “hippies”, “loucos”, “transviados”, “revolucionários”, “vadios” “libertinos” ou o que for. Mas negar que cada uma dessas denominações romperam com costumes é, para mim, como maldizer o papa para sua respectiva avó católica, ou como ela mesmo diria: um sacrilégio.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Este é o ponto, mudar é possível. Lá vem ele com essa militância idiota. Não é militância! Parem com isso. Idiota. Ah, pode ser. Mas vejam bem. Faz sentido. Outro dia, li um cara que sempre ouvi falar, e adorei o jeitinho sarcástico dele palestrar. Como não citei o palestrante acima,não citarei este. Mas talvez alguns conseguirão percebe-lo. Ele me fez pensar ao dizer que é mais importante ter idéias do que verdades. Foi como uma luva em minhas ilusões líricas pseudo-intelectuais. Idéias. Ter idéias. E eu aqui, pedindo pra que vocês tenham idéias há pouco mais de três semanas atrás.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Cheguei no ponto né? Agora o que fazer? Minha avó abaixa o fogo, e continua mexendo, quando o doce pega o ponto. Eu mudo de assunto. Pelo menos, de exemplos. Estava eu pensando na morte da formiga. Porque amassamos este ser, que não tem nada a ver com a nossa impotência, ou nossa frigidez, sem mais nem menos? (Seria mais coerente dizer ‘metemos o dedão naquele corpinho’, mas eu poderia ser mal compreendido) É uma crueldade, que acontece diante dos nossos olhos, durante os banhos, lanches da tarde e leituras matinais. Na verdade disse isto para evocar um fotógrafo (seguindo a linha editorial de publicação deste texto não revelarei o autor) magnífico que tem um trabalho maravilhoso sobre as espécies em extinção do nosso planeta. Ele nos lembrou algo que passa desapercebido na vida de muitos: não somos os únicos deste planeta! Acorda ô mané!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Óquêi, fico por aqui. Ainda falaria sobre cousas em que acredito, o problema é que eu não sei. Entende? Eu acredito, mas não sei em que. Ainda. Eu tava cansado, e não podia sonhar, agora to começando a pensar que eu to sonhando demais. Oops.&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ah! E um título pode muito bem ter nada que ver com o texto que ele nomeia. Lembrem-se disso: a escolha é tua. (será?)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38492753-116951036556270248?l=notasdeumloucosafado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/feeds/116951036556270248/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38492753&amp;postID=116951036556270248' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/116951036556270248'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/116951036556270248'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/2007/01/encantadora-iluso-de-poder-s-vezes-me.html' title='A encantadora ilusão de poder'/><author><name>Barrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895479943056846099</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38492753.post-116881764453432633</id><published>2007-01-14T21:33:00.000-02:00</published><updated>2008-01-21T17:37:45.834-02:00</updated><title type='text'>Os vivos no Labirinto do Fauno</title><content type='html'>Estava eu pensando com meus botões, quanto assunto não tenho para discutir aqui. Havia prometido ao meu querido Luriel Franco referências aos ataques contra a polícia paulista, e também ao assassinato de Saddam. Havia também um caso sobre andorinhas, e outro que versava sobre pequenos delírios anárquicos. Mas numa quieta noute de sexta-feira, daquelas em que só temos vontade de relaxar e nada mais, saio para uma sessão de cinema com a senhora minha mãe (eu num cinema! rá! engraçado, porém factum est!). Críamos que iríamos simplesmente passar os minutos, grande engano, foi um verdadeiro chute na nuca enquanto tomava pauladas na barriga. O filme em questão: "O labirinto do Fauno". É a história de uma menina que acredita nos seus sonhos (contos de fadas) durante a Espanha de 1944, no decorrer da resistência contra o regime franquista. Como a intenção não é contar o final do filme, mas sim tentar colocar pra fora o que senti ao vê-lo, restrinjo-me a dizer: o filme se passa entre a realidade e a fantasia, e talvez - arrisco friamente - seja uma dialética histórica entre essas duas dicotomias. Ok, chega de tanto desacato.&lt;br /&gt;O filme, como já disse, foi surpreendente e deixou-me sem palavras. Creio que não conseguirei verbalizar o que pensei. Mas com certeza muitas cousas vêm à mente quando me lembro de tal película. Uma delas é a fé da mocinha, cega como um poste mesmo rodeada de tanta crueldade. Outra é a frieza do exército espanhol e a solidariedade que existe dentro desta corporação. A solidariedade dos guerrilheiros e sua não menos cruel frieza também são temas perturbadores. Há estudos sobre a simbologia da resistência e do exército espanhóis retratados no cinema e literatura. Não é minha intenção mergulhar nisto agora. Deixo isto para depois das minhas queridas prostitutas. Hoje quero só, e somente só conseguir compartilhar o sentimento passado por este filme. Uma possível leitura é que nossos sonhos, se realmente acreditamos neles, se realizam. E que no jogo da vida dependemos de nossas ações, mas também de acasos. As ações coletivas podem ir por água abaixo por conta de certa ação individual. (Ahm... aqui consigo perceber o quanto sou materialista, mesmo pra falar de acaso digo que este é produzido por nós, hominídeos. Eita, sô!) Aqui entra aquele velho conflito, será que somos aptos para sonhar? Há sonhos? É possível ainda acreditar? Duuhhh... "Passa". "Repassa". "Paga". "Vamos pagar!"...&lt;br /&gt;Certo. Comecei falando de uma cousa, e quando percebo estou falando de outra, como sempre! Como citei a frieza do homem quando em guerra, porque não atravessar o Atlântico e falar um pouco sobre essa bandas? Pois sim. Ah! O Brasil! Terrinha linda de se ver. Duuhhh, será? Não vou relatar o que todos sabem através da nossa querida mídia televisiva. Mas digo que, o que nossa sociedade vêm passando (chame de guerra civil, Estado paralelo, terrorismo ou o que for!) é fruto nosso. Lembrei-me agora dos travestis na prostituição. Mas quero guardar um texto especial para eles. Bom, mas não passa de outro exemplo de como nossa maravilhosa sociedade diversificante não consegue conviver harmoniosamente com as diversidades que cria! Creio cada sociedade tem o retorno social que merece! (hummmm vou começar a cultivar isto!) E viva a nobreza doutoral!!! E nossa maravilhosa capacidade de ter medo! Agora relembro uma velha canção: "era para ser diferente, devia ser diferente, mas não se preocupe não vai ser."&lt;br /&gt;Já que estávamos resenhando sobre violência, porque não falar do último assassinato mundialmente conhecido, citado mais acima? Ah! Nada como assassinar um assassino. Nada como dar a sentença de vitória para um ditador. "Vitória? Ele disse vitória?" Alguns devem estar pensando. "ELE TÁ LOUCO?!?!" Devem, outros mais desavisados, estar berrando. Sim vitória, digo eu novamente. O famigerado ditador morreu confiante de seus ideais. Seu assassinato só veio a confirmar o quanto nossa incrível capacidade de dialogar é ínfima, ah! e o quanto somos superiores e civilizados - não poderia me esquecer disso! Voltando, o homem pregou uma forma de vida durante toda sua existência, e morreu por meio dela! Olha que maravilhoso! O cara seria meu herói, se eu gostasse de heróis.&lt;br /&gt;Ai, ai. Acabou que eu desviei dos caminhos, não? Talvez não. Talvez este era um caminho a seguir. Recordo, então, o tema que comecei a aprofundar. E deixo a dica: quem sabe você não consegue seguir adiante com um pedaço de giz e sua capacidade de criação? Pense nisso. Tente sobreviver ao Labirinto do Fauno para que possa vencer o governo fascista. Ou melhor: ultrapasse tuas fantasias para que possa alcançar teus objetivos materiais (palpáveis, ou reais se preferirem).&lt;br /&gt;Ahm... Faltaram as crises anárquicas? Acho que não. Ah! Mas as andorinhas, sim! Sim! Mas elas são outras histórias.&lt;br /&gt;Vou tentando me manter, enquanto as palavras, que são idéias, tentam se formar inteligivelmente em meu cerebelo. Enquanto isso, desculpe por erros de digitação e ortográficos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38492753-116881764453432633?l=notasdeumloucosafado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/feeds/116881764453432633/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38492753&amp;postID=116881764453432633' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/116881764453432633'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/116881764453432633'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/2007/01/os-vivos-no-labirinto-do-fauno-estava.html' title='Os vivos no Labirinto do Fauno'/><author><name>Barrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895479943056846099</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38492753.post-116794446551557060</id><published>2007-01-04T18:55:00.000-02:00</published><updated>2008-01-21T17:37:14.146-02:00</updated><title type='text'>Algum porque do endereço deste blog  e experimentos</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Foi difícil escolher um nome para estas pequenas comunicações com meus iguais. Pensei primeiramente em colocar “Cemitério dos Vivos”, título de um dos últimos escritos de Afonso Henriques de Lima Barreto, depois “Prazeres da Noite”, título do livro da historiadora Magareth Rago, mais tarde veio à mente o título “A morte de Ivan Ilitch” de Tolstói. Titubeei bastante antes de escolher, quis juntar os títulos, mas acabei desistindo de todos. Lembrei então de um dos meus preferidos, Bukowski. Daí veio à mente John London, da historiadora Lená Medeiros de Menezes, e de novo os escritos de Barreto. Então percebi que os indesejáveis sociais estavam sempre presentes nas minhas experiências. E rearfimei algo que sempre soube, minha identificação e auto-afirmação como um indesejável. Por isso, e por muito mais escolhi deixar algumas notas das minhas (in)certezas pessoais, e das minhas subversivas loucuras, que têm um que de vagabundagem.Esta minha desventura que é escrever irá guiar as linhas destas páginas. Portanto, aviso aos navegantes – este clichê cai bem neste caso – que meu intuito principal aqui é escrever, sem pedantismo, sem pretensões maiores do que simplesmente botar cousas para fora. Desdenhem, xinguem, contestem, e sintam-se à vontade de sentirem-se perturbados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Appréciez vous:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Experimentalismo ácido contra dogmas da ciência.*&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Dedico meus aprendizados aos que por minha vida passaram. Quantas vezes não agi de forma não consciente das conseqüências. A formação intelectual tem muito que ver com a experiência de vida que compartilhamos neste pequeno percurso que é a vida. Magoei a muitos, fiz outros poucos felizes, mas o mais forte foi o que aprendi com todos os campos das relações humanas. Aliás, relações estas que sempre foram conturbadas. Sempre tive mais facilidade com meus pensamentos solitários ou com os livros. Confesso que custei a conseguir manter relações duradouras. No sentido de me abrir e manter diálogos infinitamente profundos e simples com as pessoas. Aprendi a me abrir. Ao tentar sublimar o passado aprendi que a cada nova tentativa desta (impossível?) ação eu lembrava mais, e guardava dentro de mim as sensações, as caras e bocas, os cheiros, os pensamentos com os quais cruzei. As leituras que fiz não são comparáveis com as realidades com as quais convivi. Mas sinceramente, muitas conseguiram transpor em palavras coisas que não conseguia verbalizar. Talvez pelo fato dos autores daqueles textos terem vivido e experimentado as coisas antes da escrita. O que antes – o diálogo – era um tanto quanto superficial, agora já não o é. Fico a observar as falas, procuro escutar e dar atenção aos outros, para poder contribuir, ou não, no processo que se conforma, a comunicação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eu vejo as possibilidades sublimando no ar. Mas havia tanto potencial. Porque tudo está assim? Tantos caminhos, porque cristalizar? A cada paulada desisto de desistir. E aprendo com certas palavras como erguer, mirar o sol, e caminhar. Sangrando.Aprendo com certas ações, e observo. Observo a cidade de cristal. Lapidada para sobreviver, mas dura e fria para com seus sobreviventes. Não há sonhos? Há de se ter. E talvez aí esteja um dos pontos para se desatar este complexado nó. Parecemos, porém, infectados por uma cosmologia que nos une. Seria tudo isso um vício, ou um hábito difícil de se desprender? Eu queria ser capaz de consertar nossas falhas. Mas não me reconheço capaz. Encarar os mecanismos e os processos relacionais face a face produz em mim certo distanciamento da realidade. Como se eu não me encaixasse. Mas sei que é só uma sensação. Ainda não estou no Cemitério dos Vivos, ou pelo menos acredito não estar. Penso, talvez, que já deveria estar. As reclusões poderiam servir como forma de revitalização dos sonhos.Os (i)migrantes querem cantar a noite inteira. Mas o cemitério dos vivos, construído por nós mesmos, é resistente a este canto. Ao canto dos indesejáveis. Desistir da realidade é o oposto do que queria. Permanecer e lutar, estas são as vontades, pois aqui não é nenhum asilo, ainda. Viciados, alienados, servidores, escravos, cidadãos, agem e movem a cidade. Os citadinos ainda podem controlar suas escolhas. Caminhando para o inferno ou para o paraíso, eles escolhem movimentar suas pernas cansadas e suas bundas flácidas para usufruir o que está dado, mas esquecemos, por um lapso, da nossa capacidade de criar.Nós, os indesejáveis sociais, sempre teremos que carregar os estigma de perdedores? Se lembrarmos desta capacidade criativa, e deixarmos o pessimismo geográfico, o papel social de privada (ou quintal, como preferirem) que as teses de História implementaram sobre determinados grupos e países, não.! Não mesmo. A criação é própria do ser. Não há como classificá-los por simples justificativas que analisam ora a questão financeira, ora a questão geográfica. Diferentemente do que se acredita por aí, e isso são resquícios do século XIX, senão do XVIII, vai saber, não concordo com uma Ciência que tenta estupidificar os pobres e provar com “dados empíricos” a estreita relação entre pobreza e crime. Volto a lembrar Barreto, que já em 1921 criticava essa forma de classificar e racionalizar as relações humanas e duvidava da tese sobre a herança criminal criada e defendida pelos intelectuais da época. Mas creio que caminhei para uma outra, e longa, discussão. Deixo para uma outra hora divagações mais profundas. Mas antes devo lembrar-vos: Criem! Imaginem! Inventem! Transformem! Todos somos capazes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;* Título inspirado na expressão de Luriel também conhecido como Luís Amâncio: “acidez experimental”. Para saber mais sobre o autor da minha inspiração veja: &lt;a href="http://wwsuicide.uniblog.com.br/"&gt;http://wwsuicide.uniblog.com.br&lt;/a&gt;. Veja também: &lt;a href="http://www.superchapolin.blogspot.com/"&gt;http://www.superchapolin.blogspot.com/&lt;/a&gt; de Mendes Menezes e &lt;a href="http://www.rawl-rawl.blogspot.com/"&gt;http://www.rawl-rawl.blogspot.com/&lt;/a&gt; de Mawral para inspirações de minhas perturbações foto e fonográficas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38492753-116794446551557060?l=notasdeumloucosafado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/feeds/116794446551557060/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38492753&amp;postID=116794446551557060' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/116794446551557060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38492753/posts/default/116794446551557060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdeumloucosafado.blogspot.com/2007/01/algum-porque-do-endereo-deste-blog-foi.html' title='Algum porque do endereço deste blog  e experimentos'/><author><name>Barrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895479943056846099</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry></feed>
